FOCA BRASIL - Fundação Organizacional de Comunidades Autônomas

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27/05/13 – Omar Oliveira – Cuba

Acompanho os artigos do e-mail. Acredito que os artigos postados representam um importante segmento da elite brasileira e que a divulgação é importante para reacender o debate sobre uma outra sociedade diferente e marcantemente contrária ao status quo que rege a economia mundial.


22/05/13 – Maria das Graças – Cuba e Médicos Cubanos

Prezados, estivem em Cuba em dezembro passado, durante uma semana.
Não fomos por pacote, mas compramos nossas próprias passagens e reservamos hotel no Bairro de Miramar, que é próximo de onde ficam as embaixadas e as residências das autoridades. Meu marido é fotografo e é conhecido como o fotógrafo que anda. E anda mesmo...em todos lugar que vamos, passamos 8 horas por dia andando por todos os recantos das cidades, desde as regiões mais suntuosas até os piores buracos de cobra.
O que vi:

1)primeiro, ao ir do aeroporto até a cidade:
1.1-no aeroporto, uma pessoa se apresentou como representante de uma companhia de taxi e nos cobrou 100 dólares pelo trajeto. Na volta descobrimos que fomos roubados, pois custa 30 dólares.
1.2-por todo o caminho se vê moradias muito pobres, como vemos nas nossas periferias urbanas - tudo cercado de grades por todo o lado, o que significa que há criminalidade.

2) ao chegar ao centro da cidade, a impressão que tive foi de que estava no Iraque, parecia uma cidade bombardeada, de tão degradados estavam os prédios.
Procurei saber o motivo. E o que ocorre é que mesmo os prédios residenciais são estatais e o governo não dá manutenção, e os moradores não tem autorização para fazer obras neles. E mesmo que pudessem, não existe de material de construção para se comprar, porque não há comércio. E, mesmo se tivesse, os cubanos não tem dinheiro para comprar isso. Há prédios onde o sistema de água encanada se desintegrou, pela maresia, pela falta de manutenção. Moram às vezes 15 pessoas em espaços mínimos, sem água encanada!

3)Há Cuba para turista ver:
3.1-um centrinho em Havana, onde o chão é limpo, varrido, e as fachadas dos prédios recebem uma demão de tinta. Tem muitos barzinhos, com muitas moças se oferecendo como prostitutas, além de alguns rapazes trabalhando como "michês". Nas proximidades desse lugar pessoas idosas que varrem as ruas nos pediram roupas velhas e dinheiro e disseram que falta comida...não se vê gordos em Cuba, são todas pessoas magras...
3.2-há Varadero, onde só chegam os cubanos que trabalham nos resorts, porque há cancelas na estrada e os cubanos não podem passar para ir àquelas praias e hotéis onde existe comida e bebida farta para turistas. Ou seja: dentro do seu próprio país, os cubanos não tem liberdade de ir-e-vir e não podem aproveitar as belezas de suas praias. Fomos a Varadero mediante a compra de um pacote, que é vendido no hotel pela agência de turismo estatal.
3.3-Fomos também a Caio Largo, uma ilha onde tem uns cinco ou sete resorts. Só se chega de avião. Pacote também comprado da agencia de turismo estatal. Caio Largo é maravilhosa, linda. Mas quando perguntei a um garçom quantas pessoas viviam na ilha, ele respondeu que lá "não existem "pessoas", há somente trabalhadores e turistas". Eles nem se percebem como pessoas. Os turistas na maioria são russos, que mais parecem bicheiros do jogo do bicho, cheios de anéis e colares de ouro, abusando da bebida e fazendo todo tipo de arruaça.

4)Em Havana, além do centrinho turístico, o resto é cidade degradada, ruas sujas, sarjeta acumulando lixo, esgotos correndo - como o bairro chinês, em toda a região próximo ao Capitólio (onde dá tristeza ver restos de maravilhosos teatros etc. tudo apodrecendo) e toda a periferia urbana. A cidade não tem iluminação noturna...as pessoas ficam nas ruas conversando no escuro. E em todos os lugares as pessoas pedem coisas.
Além desses ambientes miseráveis, naturalmente, há os bairros ricos, distantes do centro com belas casas, onde vive a elite local.
Além de ter socializado a pobreza, a igualdade é um mito.

5)Chama a atenção o fato de que não há comércio: lojas, estabelecimentos diversos, não existem vitrines nem shoppings. Há alguns supermercados estatais onde os cubanos podem comprar produtos básicos de péssima qualidade em suas prateleiras quase vazias.
As pessoas falam do embargo americano? Que embargo? Nos lugares onde há o que comprar, tudo é de origem européia. Há carros europeus novos, de todo tipo. Nos hotéis (onde só podem entrar trabalhadores e turistas) pode-se comprar produtos diversos, inclusive Coca-cola - o símbolo do imperialismo.

6)Todos são funcionários estatais: taxistas, recepcionistas, garçons, agentes de turismo...lá não tem emprego, tem cargo público. Os que não são funcionários são os cerca de 5.000 que foram mandados embora por Castro e vivem de biscates, oferecem passeios nos velhos carros americanos da década de 50, coisas assim.

7)Por fim, sobre os médicos: no meu hotel tinha uma médica que trabalhava como recepcionista do restaurante e fiscalizava os banheiros do hotel. É a realidade da maioria deles. Todos os hotéis tem médicos que fazem esse trabalho de recepcionista e faxineiros.

8)Por falar em hotéis: neles se pode usar internet, mediante a compra de cartões de acesso...então, só se tem acesso com esses cartões... mas os hotéis só vendem um número limitado de cartões por dia (então vc tem que ir comprar bem cedo). E tem dias que o hotel avisa que só terá internet daí a dois ou três dias (não se explica porque, só dizem que é assim). Se é assim com turistas, com o povo é pior: o acesso é controlado o tempo todo, o que significa que eles não tem direito a essa janela para o mundo...o regime Castro deve temer isso, com toda razão.

9)Os cubanos são alegres, felizes? Não. Em todos os lugares as pessoas são tristes, não sorriem, embora sejam muito educadas e corteses. Nos aeroportos e nos lugares onde há shows para turistas há bandas tocando musica e um ou dois casais dançando, para animar os turistas, além das inevitáveis prostitutas sorridentes, de todas as idades...Dá uma enorme tristeza ver o que fizeram com aquele país! O regime Fulgencio Batista era terrível? Sim. Mas Cuba não precisava ter que escolher entre o inferno de Batista e o inferno de Fidel. Não admira que eles queiram vir para cá!

10)A todas as pessoas que nunca foram lá, ou foram e não viram com olhos de ver, mas acalentam a idéia do paraíso socialista cubano, eu desejo somente que possam se mudar para lá e viver como vivem os cubanos.


22/05/13 – Safra – Cuba

Votei, Cuba é pesadelo.


22/05/13 – Ronaldo Carneiro – Cuba e Médicos Cubanos

Meu nobre colega, Cuba era um cabaré de Miami ante da Gloriosa revolução. Pergunta se os médicos de São Paulo e Rio querem trabalhar nas cidades insalubres do interior do nordeste?
Os médicos de cuba têm experiência.


21/05/13 – Milton – Cuba e Médicos Cubanos

Concordo sim quem venham os médicos cubanos, portugueses, espanhóis para o Brasil sim. Minha tia morreu de câncer no intestino a míngua de todas as assistência do SUS, foi maltratada em todo os sentidos. Graças a Deus que eu pago um plano de saúde para mim mãe, que vem sobrevivendo de um segundo câncer, ela recebe todos os tratamentos da melhor qualidade, minha mãe tem essa sorte que infelizmente a minha tia não teve, que país é esse não cuida dos seus doentes graves? Que país é esse que a medicina é só pra quem tem dinheiro? Agora sobre o regime implantado por Fidel Castro em Cubra é problema daquele pais. Eu sou brasileiro, não sou cubano, faça essa pergunta para os cidadãos cubanos?


21/05/13 – Valdir Silveira – Cuba e Médicos Cubanos

Desculpas pela ignorância sobre o assunto. Mas, diante da situação aqui no Amazonas, digo, no Norte do Brasil, mais especificamente no interior dos Estados. A realidade faz com que se aceite qualquer coisa. O valor da vida de uma pessoa enferma que é obrigada ir aos hospitais é quase nada, pois os "médicos", quando há, são peruanos que atuam na clandestinidade, pois não possuem registro profissional. Os políticos dizem que os médicos brasileiros querem salários altíssimos para trabalhar no interior. Ou seja, apesar de achar que o regime político de Cuba, é um pesadelo concreto. Não nos é apresentada qualquer outra alternativa. Entre os peruanos clandestinos e os cubanos, talvez seja menos ruim aceitar a proposta. Quanto ao Brasil se tornar um país parecido com os nossos vizinhos, penso que isso é uma utopia.


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