FOCA BRASIL - Fundação Organizacional de Comunidades Autônomas

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A Evolução das Manifestações

Brasil Nervoso

A Nossa Liberdade

A Presidenta Incompetenta

Impávido Colosso

SUS Médica

Amapá, um Estado roubado e discriminado

Amapá desconectado

Os padrinhos do atraso

Carta às minhas filhas e aos jovens desta nação

Bolsa Família: auxílio ou meio de vida?

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A Evolução das Manifestações

PREVISÃO POSSÍVEL - COMENTÁRIO 171 de 28 de junho de 2013


Quem ganhou, quem perdeu


O futuro é, por definição, contingente e quase tudo pode acontecer. Ainda assim, quando se nota uma tendência, há grande possibilidade que tenha continuidade, a menos que algum fato novo venha alterar os rumos.


Poderia ser que as manifestações se extinguissem naturalmente, mas a tendência é que continuem, só que cada vez mais incorporando vândalos e bandidos e isto afasta os originais manifestantes, apenas indignados. Que deram um susto nos políticos foi evidente, e já forçaram a solução de alguns atos que facilitavam a corrupção. Mas o aproveitamento das manifestações pela marginalidade tende a forçar o endurecimento da ação policial, e a reação a isto ainda não se pode prever.


Até agora existem dois beneficiários da situação: O Lula, que sumiu estrategicamente no aguardo que, pela perda de prestígio da Dilma cresçam suas chances de ser o candidato do PT, ou no mínimo para que não se lembrem de suas falcatruas. Mais beneficiada ainda seria a ex senadora Marina Silva que, por ainda estar sem partido, consegue capitalizar a aversão a todos os partidos, enquanto populações ignoram que está a serviço do estrangeiro e que acabaria de destruir o País, se fosse eleita. Ainda que isto seja inexequível, certamente conseguirá seguidores suficientes para conseguir influir, malignamente, nos destinos do País.


No mais, todas as instituições e todos os outros candidatos a candidatos ficaram prejudicados e tentam correr atrás do prejuízo: Os congressistas acabam com a PEC 37 e com os 14º e 15º salários enquanto aguardam uma oportunidade de retomar o status quo anterior, pois o lobo muda de pele, mas não de índole. O Judiciário chega a prender um deputado em pleno exercício do mandato enquanto desencava argumentos jurídicos para impedir mudanças.


Os esquerdistas radicais do PT e aliados, violentamente repudiados, tentam organizar o movimento em seu favor, criam milícias de proteção. Os Tucanos e seus aliados, nada tendo a capitalizar, atribuem às mazelas dos governos petistas a insatisfação popular, tentando eclipsar as mazelas dos seus governos. Entretanto a mais prejudicada, fora de dúvida foi a própria Dilma. Ainda que as manifestação, ao menos inicialmente não visassem a pessoa da Presidente, a mandatária foi a mais prejudicada pois mesmo não sendo pessoalmente responsável por algumas das situações ela encarna o sistema.


O fato é que Dilma tem consciência que está em jogo sua reeleição, e quem sabe o seu governo. Os protestos que pipocam em todo o país, e com a ameaça de inflação, sem dinheiro em caixa para investimentos que contemplem difusa pauta de reivindicações, resta à presidente tentar resgatar a imagem com que inflou sua popularidade nos primeiros tempos: a de intransigente com a corrupção e com o que chamou de "malfeito''. Se o fizer, recuperará em dois tempos o apoio popular, mas "adeus" às alianças para reeleição. Não fazendo, de pouco lhe valerão as alianças sem o apoio popular.


Guinada à esquerda ou à direita


No Congresso, há aliados que sugerem que Dilma abra mão do PMDB e faça uma coalizão mais à esquerda. Certamente ela já terá percebido o que pode fazer a classe média quando mobilizada, e não entrará nessa fria. Ainda não se ouviu sugestões de guinada à direita, mas muitos são os pedidos de transparência nos gastos, de redução de cargos de confiança, de diminuição do número de senadores, de deputados e de vereadores – gente quase inútil - e principalmente de ministérios, criados apenas para dar cargos à aliados.


Dilma foi vaga no primeiro pronunciamento, mas depois apresentou propostas objetivas. A principal é um plebiscito para ver o que o povo realmente quer. Excelente, a Democracia Representativa não deu certo, e com as facilidades da Internet a tendência será a Democracia direta, para desgosto dos políticos. Isto é, desde que se cumpra a decisão popular. Se é para fazer como o plebiscito do desarmamento, é melhor nem tentar.


Dilma conseguiu sair da defensiva, mas deixou todos os políticos em xeque; tendo que aderir ou arder nas ruas como insensíveis à demanda popular. Isto terá um alto preço É possível que só consiga governar sob estado de sítio, como fez Artur Bernardes, mas só poderá se manter, nesse caso, se tiver o apoio do Exército.


De bom, devemos assinalar que as manifestações mostraram que os sentimentos de ética e de nacionalismo, que pareciam mortos, estão vivos e atuantes na nossa gente. Isto é a base que precisávamos. Sentimentos que, bem aproveitados nos permitirão avançar em todos os sentidos. Os partidos e os malandros políticos, acuados, terão dificuldade, não só em fazer novas falcatruas como até em manter seus injustificáveis privilégios. O Judiciário, durante algum tempo, não ousará vender sentenças ou absolver criminosos notórios, e o Executivo não poderá expulsar os produtivos agricultores para entregar as terras para os índios das ONGs.


Mas nem tudo são flores. O fato é que a Presidente terá todos contra si. Ao enquanto que tenta responder aos protestos, terá de lidar também com o crescimento, no PT, de setores que pregam a volta de Luiz Inácio Lula da Silva como candidato. Se não afastar alguns ministros, não por serem lulistas, mas principalmente por serem prejudiciais ao País – como o Gilberto Carvalho, sua autoridade terá acabado, mesmo se não perder o mandato.


E se Dilma cair, ou se não for reeleita, como é que fica?


Bom não está, mas claro que fica pior. Já imaginaram a volta de Lula? E o Aécio trazendo o arrocho fiscal, monetário e desnacionalização ou seja, anti-nacionalismo, como fez o FHC. E com a Marina? Seriamos divididos em umas quantas nações indígenas e o restante viraria o paraíso das plantas nativas, sendo proibido produzir alimentos? Isto seria a guerra civil. Somemos a um desses cenários apocalípticos o dia em que o Lewandovsky ou o Toffoli assumirem a presidência do STF.


Ruim está! Pior ainda pode ficar!


Que Deus Proteja o nosso País!
Gelio Fregapani


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Brasil Nervoso


Fica cada dia mais difícil, sinceramente, confiar na palavra "popularidade". O dicionário não ajuda; o que está escrito lá dentro não combina com o que se vê aqui fora. Os institutos de pesquisa ajudam ainda menos — seus números informam o contrário do que mostram os fatos. As teses do PT, enfim, não servem para nada. Garantem por exemplo, que a ladroagem, as mentiras e a incompetência sem limites do governo só afetam uma pequena minoria que lê a imprensa livre — a "direita", os "inconformados" etc. Quando Dilma fica brava, como agora, fingem ignorar o que está na cara de todos: que a ira popular vem da acumulação dos desastres noticiados por essa mesmíssima imprensa. É simples. A presidente da Republica que continua sendo apresentada como a governante mais popular que o Brasil jamais teve, não pode colocar os pés num campo de futebol em Brasília. Ia fazer isso como previa o programa oficial no jogo de abertura da Copa das Confederações no dia 15 de junho. Desistiu ao ouvir a robusta vaia que o público lhe socou em cima logo ao aparecer no estádio — e teve de ficar trancada no cercadinho das autoridades, seu habitat protegido de sempre. Para não receber uma vaia ainda pior, também desistiu de fazer o discurso solene escrito para a ocasião. Pergunta: se a presidente Dilma Rousseff não pode aparecer nem falar em público, onde foi parar aquela popularidade toda?


O problema, no caso, é que se tratava de público de verdade — e não desses blocos que o PT monta para fazer o papel de povo, transporta em ônibus fretados com dinheiro público e premia com lanche grátis, em troca de palmas para a presidente. Dilma tentou chegar perto do povo brasileiro que existe na vida real: foi um fiasco, e ela terá de lidar agora com o pânico dos magos da ""comunicação" e "imagem" que fabricam diariamente a sua popularidade. Há alguma coisa muito errada nisso tudo. Para que servem todas as pesquisas de aprovação popular e a fortuna que o governo gasta em propaganda se a rua demonstra que não está aprovando nada, nem acreditando no que a publicidade oficial sobre o Brasil Carinhoso lhe conta? A primeira explicação do Palácio foi uma piada: as vaias foram dadas pela "classe média alta" que estava no estádio no dia do jogo inicial. Mas exatamente naquela mesma hora, do lado de fora, a polícia estava baixando o sarrafo numa multidão irada que protestava contra os gastos cada vez mais absurdos, a inépcia e a roubalheira frenética nas obras da Copa de 2014 — que o ex-presidente Lula, Dilma e o PT consideram a suprema criação de seus dez anos de governo. A essa altura, no mundo real, a casa já tinha caído.


O Brasil Carinhoso que existe nas fantasias do governo havia cedido lugar, desde a semana anterior ao Brasil Nervoso que existe na realidade — nervoso, enraivecido, violento, destrutivo, irracional e exasperado contra tudo o que acontece de ruim no seu cotidiano. Sua revolta começou contra um aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus de São Paulo, decidido pela estrela ascendente do PT o prefeito Fernando Haddad. Abriu espaço, como sempre, para marginais — gente que quebra tudo, incendeia e rouba TVs de tela plana de lojas saqueadas. Vazou rapidamente para outras trinta grandes cidades e continuou durante toda a semana passada, já envolvendo um universo de 250.000 pessoas, ou mais e colocando à luz do sol uma revolta que ia muito além de protestos contra tarifas de transporte e atos criminais. Seu recado foi claro: o rei está nu. O povo está dizendo que este rei — o governo de farsa montado por Lula há mais de dez anos — rouba, mente, desperdiça, não trabalha, trapaceia, vai para a cama com empreiteiros de obras, entrega-se a escroques, cobra cada vez mais imposto e fornece serviços públicos que são um insulto ao país. Acha que pode comprar o povo com fornos de micro-ondas e outros badulaques de marquetagem. É covarde e hipócrita: depois de provar por A + B que o aumento das passagens era indispensável, a prefeitura paulistana, apavorada provou por A + B que não era, e cedeu a quem chamava de "baderneiros". Dilma por sua vez, elogiou a todos, dos manifestantes à polícia, e correu para pedir instruções a Lula — mas não admitiu que seu governo tenha a mais remota culpa por qualquer das desgraças que levaram o povo às ruas. Espera que a revolta se desfaça sozinha como em geral acontece com movimentos que não têm objetivos claros, liderança e disciplina — e volte à sua sagrada popularidade. Pode ser mais difícil, desta vez.


J. R. GUZZO


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A Nossa Liberdade

General Paulo Chagas*


Liberdade para quê?


Liberdade para quem?


Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar? Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?


Falam de uma "noite" que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!


Fala-se muito em liberdade!


Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!


Mas, afinal, o que se vê?


Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.


Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos "bullying", conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.


Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.


Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e sequestros.


Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.


Mas, afinal, onde é que nós vivemos?


Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói!


Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam "mensalões" e vendem sentenças!


Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos.


É aqui, na terra da "liberdade", que encontramos a "cracolândia" e a "robauto", "dominadas" e vigiadas pela polícia!


Vivemos no país da censura velada, do "micro-ondas", dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei.


País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!


Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?


Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?


Afinal, aqueles da escuridão eram "anos de chumbo" ou anos de paz?


E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?


Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade?


Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?


*Paulo Chagas é General da Reserva do Exército do Brasil.
08-06-2013


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A Presidenta Incompetenta

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Barbosa de Figueiredo


Os mais de dez anos de governo do PT nos deixam um triste legado de trapaças, mentiras, roubos, parlamentares vendidos, vagabundagem, desperdícios do dinheiro público, tudo isso associado a uma inacreditável incompetência administrativa.


Lula, ao expirar seu segundo mandato, não podendo mais se reeleger, mas querendo continuar com as rédeas do governo, inventou uma candidata que ele mesmo qualificou como um poste. Para impingir ao povo brasileiro alguém sem nenhuma experiência política e quase desconhecida, tratou de exibi-la como uma gerente de excepcional qualidade, além de não ter poupado esforços, nem dinheiro do contribuinte para, atropelando inclusive a lei eleitoral, apresentá-la aos quatro cantos do Brasil.


A candidata poste ganhou a eleição em segundo turno e iniciou seu mandato. Em pouco tempo, pôde-se perceber que os brasileiros foram vítimas de propaganda enganosa. A gerente de excelsas virtudes, através de atos funestos e omissões injustificáveis, mostrou-se, desde logo, uma grande incompetente.


Impossível seria enumerar todos os desmandos praticados pelo atual governo. Este texto ficaria extremamente longo. Passarei, então, a relembrar alguns poucos fatos, já suficientes para mostrar, com largueza, a inépcia de nossa presidente.


Dilma foi incompetente logo ao montar seu governo. Com mais de trinta ministros era óbvio que seria impossível governar. Mas preferiu ferir a lógica administrativa para acomodar parceiros da chamada base de apoio. Muitos, a maioria talvez, longe de querer cooperar com a administração do estado, pretendiam, apenas, se locupletar com as benesses do poder. Qualquer um com uma mínima noção dos meandros da política sabia disso. A presidente também, com toda a certeza.


Dilma foi incompetente na escolha de seus ministros. A defenestração de um grande número deles, logo no primeiro ano de governo, por suspeita de corrupção, não tem paralelo na história republicana. É bem verdade que a presidente ainda tentou capitalizar para si o fato. Passou a pousar como faxineira de malfeitos, chegando a ganhar alguns pontos de popularidade com isso.


Mas bastou uma das denúncias chegar a um de seus amigos próximos – Fernando Pimentel – para a faxineira esquecer a vassoura. Mais tarde, com o foco em sua reeleição, olvidou-se dos malfeitos e trouxe de volta para o ministério políticos ligados aos que tinha afastado.


Dilma é incompetente na gestão do PAC (programa de aceleração do crescimento). O programa não consegue decolar. Verbas já alocadas não são gastas. Algumas obras que conseguem chegar ao fim foram concluídas com qualidade baixa. E logo ela rateia nessa área. Foi apresentada por Lula como mãe do PAC.


Dilma é incompetente na condução – calamitosa por sinal – da política econômica. Às vezes declara que o combate à inflação não pode comprometer o crescimento, para, pouco tempo depois, afirmar que esse combate é prioridade em seu governo. O que conseguiu foi um crescimento medíocre com inflação alta. No desespero, tentou conter a escalada dos preços pelo pior caminho, controlando preços.


Assim fez com combustíveis, cesta básica, automóveis e tantos outros produtos e serviços. Jamais pensou em conter gastos públicos. Para piorar a situação tem um ministro da fazenda que não inspira confiança e cujas declarações caíram no descrédito geral e são motivo de chacota, no Brasil e no exterior.


Dilma é incompetente ao manter uma política externa dúbia – herdada de seu antecessor – que renega uma larga tradição de bons serviços prestados, pelo Itamaraty, ao nosso país. Oscilando entre normas emanadas, ora do chanceler de direito, ora de um outro de fato, o governo prefere privilegiar a ideologia, em detrimento dos reais interesses do estado brasileiro.


Dilma é incompetente ao demonstrar total insegurança ante qualquer problema mais sério, correndo para pedir conselhos a Lula – logo a quem – e a seu marqueteiro particular – João Santana.


Dilma está sendo incompetente em sua reação às recentes manifestações de rua. Sem consultar a quem é do ramo, apressou-se em propor uma constituinte exclusiva, para tratar da reforma política. Ideia prontamente rechaçada pela OAB, juristas eminentes e pela própria classe política, o que a obrigou a rever sua proposição. Sugeriu, ainda, um acordo sobre responsabilidade fiscal, o que seria primordial.


Mas em nenhum momento acenou com a possibilidade de reduzir a imensa e desnecessária estrutura de governo, com um corte substancial no número de ministros, por exemplo, como, também, em muitos dos cargos comissionados. No mais, o pacto proposto prevê alocação de recursos adicionais para a educação, saúde e mobilidade urbana, áreas mais do que prioritárias.


Somente não se entende o porquê da iniciativa não ter sido anunciada antes, considerando a relevância que representam para a população e o tempo em que já está no governo.


Tristes tempos em que vive este país. Tão grandioso e tão sofrido; tão espoliado por seus governantes.


Gilberto Barbosa de Figueiredo é General de Exército Reformado e ex-presidente do Clube Militar.


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Impávido Colosso

02 de julho de 2013 - Dora Kramer - O Estado de S.Paulo


A presidente da República registra uma queda de popularidade abrupta e tão profunda como nunca antes se viu neste País e sua reação é convocar uma reunião ministerial. "Para mostrar que o Brasil não está parado."


Espetáculo síntese da estrutura mastodôntica de ineficiência inequívoca, de irrelevância administrativa e politicamente distanciada do que seria o critério de coalizão apoiada na execução de programas de governo.


Tanto é que o Planalto sempre exibiu com certa jactância a indiferença funcional da presidente para com a maioria dos ministros.


Em suas edições de domingo e segunda-feira, O Globo traz notícia sobre isso em dois retratos da máquina desenhados a partir de números oficiais. Um deles mostra a discrepância entre os orçamentos autorizados e o dinheiro aplicado pelo governo federal desde 2003, em saúde, saneamento, educação e transportes. Outro diz respeito ao custo da máquina ministerial.


Para a saúde, apenas 39,3% dos R$ 50,6 bilhões disponíveis foram aplicados; em saneamento, 48,6% dos R$ 16,7 bilhões; na educação, 61,3% dos R$ 53,3 bilhões; em transportes, 60,5% dos R$ 118,5 bilhões. Pergunta inevitável: adianta destinar mais R$ 50 bilhões para programas de "mobilidade urbana" e a totalidade do dinheiro dos royalties (ainda inexistentes) do pré-sal para a educação se o governo não dá conta de investir o que já tem?


Os dados sobre as despesas com os 39 ministérios mostram que somam R$ 611 bilhões por ano: destes, R$ 192 bilhões gastos para pagar 984.330 funcionários. Havia 24 pastas no fim do governo Fernando Henrique, Luiz Inácio da Silva criou onze e Dilma Rousseff acrescentou mais quatro. A quantidade de gente em cargos ditos de confiança (ocupados pelo critério Quem Indica) é a maior desde 1997 : 22.417.


Precisa plebiscito para o poder público entender que assim não é possível? Não é a reforma política que dará resposta a isso. É - para usar um chavão - a vontade política de fazer as coisas de modo mais decente e eficiente.


Digamos que nesse momento de queda de popularidade e intenções de voto não seja fácil a presidente da República propor uma alteração de hábitos. Em tese, os partidos já agastados com ela ficariam ainda mais conflagrados.


Na prática talvez não seja assim. A pesquisa do Datafolha mostrou que sobrou para todo mundo: presidente, governadores e prefeitos. Só que a União, dona de todos os bônus quando as coisas vão bem, acaba arcando com o maior ônus quando as coisas vão mal.


De onde cabe ao Planalto e à presidente Dilma Rousseff abrir o caminho para a recuperação. As propostas vazias de pactos, sugestões mirabolantes como a da Constituinte exclusiva e votação apressada de projetos no Congresso já se mostraram ineficazes.


Podem até fazer frente à emergência, mas ficam vencidas quase que na mesma hora devido à impossibilidade fática de se acreditar na sinceridade (e, sobretudo, na consistência dos resultados) da correria.


Uma reunião ministerial tampouco faz verão. É - usando outro lugar comum - mais do mesmo, remendo inútil para estancar a sangria. O remédio é ir ao ponto. O modelo causa revolta? Mude-se o modelo.


O governo achou que acertou quando a pesquisa apontou 68% de apoios ao plebiscito. Foi até pouco, pois a população não se oporia mesmo a ser consultada. Como já se viu na discussão suscitada pelo tema, a proposta é mais fácil de ser apresentada do que de ser executada.


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SUS Médica

Juliana Myssen


"O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros."


"Há alguns meses eu fiz um plantão que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.


Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse "não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como você. Como nós.


Pensei: "Meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu... Nãoooo.....Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui".


E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.


Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse "por que não me falou, levava no privado, Juliana!" Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.


Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: "e você confia?". "Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim."


Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.


Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.


Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.


Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção). Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.


A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse.


E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil...


Para melhorar a qualidade?


Sra "presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.


Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.


O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.


Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.


Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.


Hoje, eu chorei de novo."

depoimento

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Amapá, um Estado roubado e discriminado


A desonestidade é maior do que o Estado.


Os três poderes são podres, principalmente o Executivo e Legislativo; o Judiciário vem na sombra dos malfeitos dos outros dois, é um percentual menor os que se envolvem nos mesmos esquemas de corrupção.


É vergonhoso para o povo do Amapá ver no Jornal Nacional as então maiores autoridades como o Governador, Vice-Governador, respectivas esposas, o Prefeito da capital, o Presidente do Tribunal de Contas do Estado e mais de 30 outros ocupantes de cargos públicos sendo presos por participação em esquemas fraudulentos nas diversas áreas do Estado, principalmente a Educação.


Todos conhecem a má fama dos integrantes da legislatura anterior, é incontestável, mais do que isso, é público e notório. Fala-se que a Policia Federal já tinha todo um arsenal de provas para detonar aquele poder, entretanto até hoje nada foi apresentado ou publicizado.


A atual gestão da Assembleia Legislativa achou melhor oficializar a roubalheira, ao invés de tirar por fora através do “Jaraqui” (termo usado para pagamento de propina), resolveu tirar por dentro, ou seja, aumentou a verba indenizatória dos parlamentares de R$ 30.000,00 para R$ 100.000,00. Isso mesmo: R$ 100.000,00. Em um Estado pobre como o Amapá, cada deputado pode dispor de até R$ 100.000,00 para suas despesas de “trabalho”. Uma roubalheira descarada.


Essa situação estava fadada ao escândalo, tanto que o Programa CQC, da Rede Band de TV, fez uma reportagem que pode ser conferida no endereço: www.youtube.com/watch?v=NeWXYd_oyAs&feature=share.


O que também nos entristece e nos deixa perplexos naquela matéria é a fala da Deputada Sandra Ohana (PP) dizendo: “nós temos que acatar o que a Presidência manda” A declaração é uma afirmação pública de que os Deputados estão ali como marionetes da Presidência da Casa e do Executivo, ou seja, o Deputado não pode contestar nada, simplesmente porque está comprometido com o esquema.


A única Deputada que se recusa a usar esse novo valor como verba indenizatória está sujeita a perder o mandato por falta de decoro. Falta de decoro! Parece brincadeira, mas a coisa é séria, os Deputados do Amapá estão fazendo o povo amapaense de palhaços. É uma vergonha nacional.


Como fica o povo se suas esperanças são frustradas logo no início das gestões dos novos empossados? O Executivo, também na área de Educação manda jogar fora uma caçamba de documentos que possivelmente comprometeriam novas pessoas.


A Saúde foi motivo de reportagem veiculada no Jornal Nacional sobre o índice de mortalidade infantil, situação até a presente data não alterada. Dia após dia morrem inúmeras crianças no Amapá vitimadas pela falta de estrutura da saúde pública local.


O que dizer sobre a Segurança Pública e todos os outros segmentos? Ficam todos também a desejar. Há muita propaganda para pouco resultado. A Companhia de Eletricidade está na UTI e deixou os Amapaenses sem Luz por vários dias. No Facebook muitos amigos reclamando.


Falta de saneamento básico, esgotos correm a céu aberto, ruas esburacadas, diversos bairros sem fornecimento de água tratada por parte da CAESA, sujeira, e muito mais é o que somos obrigados a suportar.


Outra referência péssima para o Estado é a comunicação (ou a falta dela...), além de precária paga-se preços exorbitantes por serviços sofríveis.


O Amapá é o ÚNICO, Estado da Federação sem BANDA LARGA. Escrevi uma carta aberta sobre o tema em julho de 2007 (texto postado logo abaixo deste) e fui surpreendido pelo pedido de um Deputado Estadual para que o Superintendente do INCRA à época inviabilizasse minha transferência de Brasília para o Amapá. Olha o nível de comportamento pelo qual o político se presta! Esse Deputado não se reelegeu em visível mostra de que as coisas começam a mudar e de que o povo está farto dessa mesquinharia toda.


A Banda Larga ainda não foi implantada no Estado, mas em face do meu manifesto, em 2007 quando o então Presidente Lula veio a Macapá, o ex-Governador Waldez Góes em seu discurso mencionou 06 prioridades para o Estado, dentre as quais me lembro da Ponte do Oiapoque e da Universidade da Biodiversidade, ambas em parceria com o Governo da França, e a Banda Larga.


Sim, a Banda Larga mencionada como prioridade do Estado em 2007!


Não aconteceu no seu mandato, talvez porque tenha sido preso juntamente com as maiores autoridades estaduais, mas o atual Governador tem postado no seu Twitter que está em negociação com a OI para trazer a Banda Larga ao Amapá via Guiana Francesa.


Não nos resta outra alternativa que não seja esperar e acreditar que algum dia teremos Banda Larga no Amapá. Pode parecer menos importante, mas o sofrimento é incalculável. Vejam o que passo no Amapá sem Banda Larga.


O Gmail, servidor básico de e-mail não carrega por completo, um horror. Tentei passar um arquivo pelo Hotmail também sem sucesso, pois deu erro.


Em face da urgência passei minha senha para minha filha em Brasília, que abriu o Hotmail e mandou a mensagem. Uma maratona.


Pelo Youtube você pega um vídeo de 3min e gasta 30 para assistir. O Facebook é muito limitado, assim como o Twitter que demora demais para carregar. O estresse tecnológico é uma causa frequente de nervosismo e irritação.


Fui baixar Mapa no Google e veio a mensagem “este serviço requer Banda Larga”... Dá para não morrer de raiva?


Entrei na Internet às 23h36 para comprar uma passagem, deu 23h59 e apenas 89% da página estava aberta. Tentei de novo à 00h05 deu página indisponível. Resultado: não consegui comprar a passagem e no outro dia o preço já era maior.


Testei minha conexão 3G da Vivo e constatei estar usando míseros 45,3 Kbps e dowlood 71 Kbps. Atrasei o pagamento da conta 10 dias e recebi o aviso de que iriam reduzir a velocidade. Reduzir o quê???


Pior que reduziram mesmo. Como a conta já estava paga liguei na Vivo para saber da precariedade na navegação gastei uma hora e treze minutos com celular no ouvido, ligando e desligando computador e o único sucesso obtido foi passar de 18Kbps para 48 Kbps, quando a velocidade do contrato é de 300Kbps.


A OI está espoliando o povo do Amapá, entre no site (www.oi.com.br) e clique em “AP”, digite Macapá, Internet Banda Larga ou Velox o preço: R$ 429,00 (QUATROCENTOS E VINTE E NOVE REAIS) para usar uma Internet de 600 KBPS. UMA VERGONHA.


Pago R$ 69,00 em Brasília para ter acesso à Internet Banda Larga da GVT de 10 MEGABYTES.


A média de preço nacional para Banda Larga é essa, se fosse considerar nessa linha e todos os acertos governamentais para reduzir o custo da Internet, um MEGA seria R$ 6,90, logo 600 Kbps deveria ser em torno de R$ 3,50, no entanto a OI cobra R$ 429,00. É ou não é um roubo? O preço da Vivo também está um absurdo, pois 300 Kbps por R$ 89,90, quando tua navegação não passa de 60 Kbps, é mesmo que não ter Internet.


É para ter esperança ou devemos recorrer a Steve Job lá em cima.


Para viajar ao Amapá de avião (única alternativa ao transporte fluvial, já que não há possibilidade por terra), paga-se sempre mais caro. Só temos a TAM e a GOL operando nos principais trechos e não se encontra tarifa promocional chegando ou partindo do Amapá. Preço mais barato só com antecedência de 20 a 30 dias. Ao contrário do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e outras capitais cujas promoções são quase que diárias.


Belém, aqui do lado é mais fácil encontrar uma promoção.


Sem concorrência TAM e GOL ficam a vontade para cobrar tarifas mais caras e ainda temos de ver na chegada ou saída um aeroporto com obras paradas por superfaturamento.


Poderíamos recorrer ao Senador pelo Amapá, José Sarney, ex-presidente da República e atual Presidente do Senado. Autoridade não lhe falta, disposição é o que saberemos no decorrer do seu mandato.


Jorge Furtado
www.focabrasil.com.br
www.twitter.com/focabrasil


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Amapá desconectado


Em um dos últimos programas da Diarista da Rede Globo a Marinete fez um comentário perguntando “onde fica o Amapá?” como se este não estivesse no Brasil!


Num primeiro momento pode até causar um desconforto à população local como se fosse uma ofensa, mas pensando melhor deve ter sido uma grande contribuição do programa ao alertar que aquele Estado vive em total isolamento do País.


Em mudança para o Amapá, procurei saber quais empresas de Internet Banda Larga atuam no Estado. A resposta grotesca que obtive foi esta: “Tio, aqui não tem isso não, se o Senhor quiser tem que mandar instalar uma antena de R$ 600,00 (seiscentos reais) e pagar pelo acesso mais ou menos R$ 280,00 (duzentos e oitenta reais) mensais”.


Não deu para acreditar. Fui confirmar. É isso mesmo e o acesso melhor é de R$ 400,00 (quatrocentos reais) a R$ 1.400,00 (mil e quatrocentos reais) mensais. PASMEM!


A verdade nua e crua é que, aquele Estado, o Amapá, é o único do País realmente em que sua população não tem acesso à Internet Banda Larga.


Você tem duas opções: pagar pelo acesso discado - caro e problemático - ou cair nas mãos do monopólio da Internet via sinal de rádio, controlado pela TV Som/BNO.


A Embratel atua na área de forma restrita, não se consegue vaga para acesso, segundo eles “a cota está estourada”.


A Telemar e a OI que detêm o controle do espaço que foi rateado entre as empresas de telefonia, com a Vivo e a TIM também presentes, não oferecem o serviço e não se sabe o por quê.


E aí? Apelar pra quem? Se o Governo local dá clara manifestação de que não tem a visão do momento e futurista de que o desenvolvimento de qualquer região passa necessariamente pelos meios de comunicação, principalmente a Internet.


Na mesma linha deve ir o Legislativo, sem a preocupação de nenhum Deputado que se digne a manifestar pela quebra desse curral de interesses pessoais que entrava o desenvolvimento do Estado.


A Revista Época de maio de 2007 traz a reportagem “O que vem por aí” mostrando várias novidades no campo da medicina, agricultura, comunicações e entretenimento. Na área que estamos tratando fala da chegada da Internet 125 vezes mais rápida da que atualmente se utiliza em todo o Brasil, com exceção do Amapá.


A reportagem exemplifica Cingapura, um país no sudeste asiático menor que o Amapá, onde lhe faltam todos os recursos naturais, entretanto com disposição governamental e da sua população estão transformando aquele país num verdadeiro laboratório tecnológico e esperam torná-lo o mais plugado do mundo. A idéia é que mais de 90% dos habitantes tenham velocidade de acesso na internet de 1 gigabyte por segundo.


Com esse exemplo, parece-nos que a meta dos governantes do Amapá é justamente a contrária: ter no máximo 10% da população plugada e o restante desinformada, atendendo assim aos interesses escusos locais.


Total controle sobre a população no seu acesso à informação. É tudo que os coronéis de antigamente faziam, criando os famosos currais eleitorais.


No Brasil, com exceção do Amapá, o acesso à Internet Banda Larga se navega com 8 megabits. Na proposta de Cingapura, já em implementação, se navegará 125 vezes mais rápido, em relação à Internet discada, no caso do Amapá seria 18 mil vezes mais rápida.


O projeto de Cingapura não é apenas para plugar toda população, mais para oferecer serviços dos mais variados possíveis, como a telemedicina, educação à distância, TV digital ou vídeo conferência de alta definição, e com tudo isso estimular os negócios gerando milhares de postos de trabalho.


Tecnologia é notícia obrigatória em todos os meios de comunicação, qualquer revista ou jornal, tem espaço ou cadernos apropriados para colocar a população a par do que está acontecendo no mundo em relação aos avanços tecnológicos. Parece que somente o Governo do Amapá e os políticos locais não enxergam isso.


O Jornal Valor Econômico de 14 de junho recente traz no seu caderno Empresas & Tecnologia a reportagem da Telefônica que busca saídas na inovação. Criaram o que chamam de incubadora, abrigando o projeto “casa digital”. Está em estudo a implementação de adesão à banda larga em classes de baixa renda. Está também em estudo, junto com a Vivo, um serviço que combina telefone fixo, móvel e acesso à banda larga numa rede residencial em WiFi (internet sem fio).


É de dar pena ver reportagens como essas e comparar com o Amapá, um Estado desconectado do mundo. Internet discada, lenta e sem planos disponíveis nas operadoras locais; internet com antenas controladas por duas empresas a preços exorbitantes. Quando já está em estudo acesso à banda larga para a classe de baixa renda, no Amapá, classe nenhuma tem esse acesso a não ser os órgãos governamentais e com acessos restritos. Já se fala em banda larga sem fio, enquanto no Amapá nem com fio existe.


Vamos conectar o Amapá ao Mundo!


Remeta esta matéria para o Presidente da República, o Ministro das Comunicações, para o Governador do Amapá, para todos os veículos de comunicação e para os contatos da sua lista.


A Globo poderia contribui um pouco mais, colocando a Marinete para pedir desculpas à população do Amapá via Internet Banda Larga. Como isso não vai ser possível, ela faria aquela carinha de deboche e diria: Olha, tentei povo Amapaense, mas sem acesso não dá. Quando vocês tiverem acesso com o mundo mandem uma mensagem para mim!


Jorge Furtado
Fundação Organizacional de Comunidades Autônomas – FOCA


Telefones para matar a curiosidade ou se decepcionar.
OI – 0800-280.4000 – Não tem esse serviço no Amapá
TELEMAR – Mesmo telefone da OI
TIM – 0800-7410041 – Não tem esse serviço no Amapá
VIVO – 0800-559155 direciona para 1058 e não tem informação precisa
EMBRATEL – 4004-8844 direciona para 0800.721.0029 da Net – Informa que não tem


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Os padrinhos do atraso

Ruth de Aquino é colunista de ÉPOCA
raquino@edglobo.com.br

Ruth de AquinoA idade avançada talvez cobre um preço alto a sua memória recente. Como o presidente do Senado, José Sarney, pôde endossar os supersalários, apenas dois meses depois de ser obrigado a limitá-los ao teto do funcionalismo público? A decisão é inconstitucional, ilegal, imoral. Beneficia uns 700 servidores, que poderão voltar a ganhar acima de R$ 26.723,15, mais que os ministros do STF. Vamos todos doar para a campanha “servidor-esperança”.


Entendi. Sarney escutou Dilma dizer que o foco de seu governo não é a ética, mas “a faxina contra a pobreza”. E resolveu seguir o conselho da presidente à risca. Seus servidores no Senado ameaçavam greve. Não conseguiriam viver dignamente com menos de R$ 26 mil por mês. Estavam com medo de não poder voar mais de primeira classe. Com a caça às bruxas até no ar, não são todos os que têm o direito de usar helicópteros da PM e jatinhos de empresários para lazer pessoal.


“É como na música do Caetano: é o avesso do avesso do avesso”, disse Ricardo Ferraço, do PMDB do Espírito Santo. Ferraço é relator da reforma administrativa do Senado. Mas que reforma é esta que não resiste à influência do padrinho maranhense sobre um tribunal de Brasília? “É inacreditável”, disse ele. “O teto está na Constituição.” O assombro de Ferraço é o mesmo de todos nós. Essa limitação salarial existe desde 1998. Com todo o respeito, alguém precisa chamar o presidente do Senado à razão.


Sarney consegue, no ocaso de sua vida política, personificar todo o atraso de um país. Lula um dia o chamou de ladrão e depois beijou sua mão. A rima é inofensiva. Mas a blindagem de Sarney é nociva. Ele é o líder de um clã que enriqueceu à custa do povo sofrido do Maranhão, um dos Estados mais miseráveis do Brasil. Imagino que, na faxina contra a pobreza da diarista Dilma, o Estado do sinhozinho Sarney seja uma das prioridades.


O episódio do helicóptero da PM, cedido por Roseana para levar o pai a sua ilha particular de Curupu, é até menor. Ministros do STF desaprovaram como “um desvio de finalidade” o uso pessoal de uma aeronave destinada à segurança e à saúde do povo. Mas a maior contribuição de Sarney para o atraso do Brasil é agir como se fosse o ditador líbio de uma capitania hereditária. É como se estivesse descolado do atual processo nacional. Vive num outro tempo.


“Tenho direito a transporte de representação, e não somente a serviço. É chefe de Poder.” E assim o intocável Sarney ignora a lei de improbidade. Políticos que usam bens públicos em “obra ou serviço particular” podem ser punidos com a perda da função e suspensão de direitos políticos. Sabemos, porém, que nada vai acontecer com o oligarca. Como disse Lula, ele “não é um homem comum”.


Os descaminhos levam ao padrinho-mor, Lula, que não consegue desencarnar do poder. Deveria ser inconstitucional um ex-presidente da República despachar com ministros para tratar assuntos de governo. É escandaloso que Lula crie um governo paralelo, com base em São Paulo, para cobrar ações de ministros de Dilma. Não satisfeito em montar um ministério bichado por escândalos, Lula aponta o candidato do PT à prefeitura de SP. E freia o combate presidencial à corrupção.


Coincidência? Na semana em que Lula volta ao palco como eminência nada parda, os ministros Negromonte, das Cidades, e Novais, do Turismo, ganham uma sobrevida. Esses dois estão por um peteleco. Exonerar Paulo Bernardo das Comunicações é mais complicado, por ser casado com Gleisi. E ele “só” pegou carona na farra aérea.


Com a guerra deflagrada entre congressistas que se chamam de “débil mental” e “safado”, a folha corrida de políticos continuará a vazar. A do PP está às claras: 18 deputados respondem por irregularidades. Os dois Cunha, Eduardo (PMDB) e João Paulo (PT), não vão mais comandar a reforma da Justiça, por serem réus. A OAB acaba de lançar o site Observatório da Corrupção.


Está difícil comprar briga com a sociedade. Vai ser difícil segurar. As baratas vão voar. Se aposenta, Sarney! Desencarna, Lula!


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Carta às minhas filhas e aos jovens desta nação

Reedição-março/2011


Não estamos no Movimento Brasil Dignidade, apenas engajados na recomposição dos direitos de 8,4 milhões de aposentados que ganham mais do que o mínimo (salário mínimo ou piso previdenciário), assim como alguns colocam. Estes são os que contribuíram no dito Regime Previdenciário (?) e que matematicamente estão sendo pressionados a ganhar o ‘mínimo’ com o passar do tempo. A cada ano, entre 100 a 250 mil deles caem para “vala comum do piso previdenciário”. Contribuíram e se aposentaram com mais do que representa o mínimo, e isto por mais de 35 ou 40 anos. Convenhamos, o salário mínimo no Brasil está apenas alguns degraus acima do estado considerado de pobreza pela ONU; o que pouco significa em termos de riqueza ou sobrevivência. 70% dos beneficiários do RGPS recebem até um salário mínimo. Desde setembro de 1991, estes aposentados, os contribuintes, perderam quase 50% do valor real de suas aposentadorias; e tão somente no governo Lula 30%; e aproximadamente 15% no de FHC. Este último patrocinou a reforma previdenciária, e LULA a ratificou e ampliou solenemente, e apesar de ter sido eleito e reeleito propondo alterá-la e mesmo revogá-la, quando teve oportunidade através de projeto de lei do Legislativo – vetou as vésperas da Copa do Mundo; pois o país estava de chuteiras e cabeça em eterno devaneio. Mas o que importa essa atitude no Brasil, a sua popularidade bem demonstrou. A nação locupleta o populismo e contra esse círculo vicioso forjado nas raízes do povo é que nos levantamos. Buscamos recrudescer o espírito de cidadania, defesa de direitos, e não negociação destes, e não abrir mão de nossas liberdades.


Há muitos, talvez a maior parte dente nós que não se importam com os processos decisórios; não leem jornais; a leitura se tornou um hábito chato como Lula dizia. O analfabetismo político dentre a população universitária está no fosso ou fossa seria a forma mais adequada de colocar, e há ainda quem reclame dos analfabetos nordestinos! Certamente não são analfabetos por desejo próprio, agora os políticos e vassalos do populismo o fazem pelo livre arbítrio. E a classe média? Sequer sabem em quem votam segundo pesquisas; idolatram o consumismo; substituem o TER pelo SER e ao invés de formarem opinião nem se prestam a coadjuvantes de um circo mambembe; vão às urnas sem a mínima convicção, e dispensam-se do civismo. Veja a falência da moral de grande parte das famílias. Se um semi - ignorante não sabe o que é cidadania, isto pode ser perdoável, mas a um alfabetizado que deveria ser um formador de opinião, até por obrigação em fazer prosperar a sociedade em que vive, é imperdoável.


Poucos ligam para o futuro, e não atentar para o futuro é ceifar a vida de seus próprios filhos. Iliteratas escrevem na web diariamente mensagens:- “Lula fez o programa luz para todos e assim tirou 30 milhões de pessoas da miséria por isso é sou lulista”. Encontramos demências como essas todos os dias. São acéfalos por opção, cujo único sinal de inteligência captável, e até que se prove em contrário é saber escrever e enviar e-mails. Se auto colocam em pedestais por serem vassalos do populismo. Tal qual alguém bradasse “salve a ignorância e vida longa ao ditador”.


Elementos subservientes ao populismo. Párias e analfabetos políticos incrustrados na sociedade e que fazem de tudo para convencer os incautos das grandezas de seu semideus e de que eles, os párias serão os guias que vão conduzir trabalhadores, aposentados, estudantes etc.. ao novo reino da prosperidade. Este é o grande perigo em que o civismo no Brasil tem que atuar, estes lesa-pátria atuam sobre as mentes dos menos preparados e a eles não interessa a educação e nem mesmo informação qualificada ou o contraditório e sim tão apenas um ideários populista do convencimento pela mentira dita mil vezes. A eles Movimentos cívicos são déspotas, são autoritários, são qualquer coisa que o local e/ou circunstância permitam falar uma mentira que leve o ouvinte a crer em aberrações. Kadafi fez isso na eminência do da derrota; e mesmo o mundo sabendo ser um tirano tal qual Castro que insuflou e sustentou atentados mundo afora; bradou que estava sendo vítima de ações da Al Qaeda.


Populistas e ditadores são medíocres como seres e neste estado sempre mostram o seu melhor. José de Alencar escreveu: - “Só a ignorância aceita, e a indiferença tolera o reinado da mediocridade”. E ele nem conheceu Lula e os lulistas!


Governo algum, e muito menos o “reinado” de Lula fez coisa alguma. Governos implantam programas e políticas públicas que quando tecnicamente bem estruturadas e planejadas, e sem interferência de políticos produzem resultados à nação e que foi quem financiou. Nada cai do céu. Nem mesmo que pedíssemos para uma forte luz de inteligência projetar-se na cabeça dos lulistas beócios que escrevem absurdos na web. Quiçá um raio providencial seria mais oportuno; pois os que morrem na mediocridade devem trazer mais alívio que saudade.


Pior o famigerado “luz para todos no país dos apagões”, e que tem o competente Edison Lobão – apadrinhado de José Sarney a testa do Ministério de Minas e Energia e nunca seria o nexo causal da elevação social de 30 milhões de brasileiros em especial da “linha de pobreza” como ignóbeis colocam na web. Trata-se do apagão da moralidade buscando iludir.


O ensandecido autor desta declaração, tal qual frase que abre a Bíblia deve ter guindado Lula ao caráter - “Supremo” – “FEZ-SE A LUZ” e ele mistura com o“ luz para todos”.


Vamos torcer para que a Presidente Dilma Rousseff, em breve “aceite o pedido de demissão por ‘motivos pessoais’ de Lobão” (sic!); na verdade demissão a bem do serviço público e para tranquilidade nacional.


Populistas em alter ego e de carteirinha; confessos, lulistas, janistas, peronistas, castristas, chavistas, lenistas, stalinistas, nazistas, - são elementos nocivos à prosperidade da raça humana. Abdicam do livre arbítrio, votam a cabresto, isto é quando votam, se rebaixam ao mínimo da dignidade para bater no peito e falar – ‘eu sou populista’, e outros eu ‘anulo meu voto’. Dois exemplos estupendos de cidadania e participação; sendo que o segundo é o mais estúpido de todos, pois nem exercer o que lhe é dado como direito faz; afinal quem não decide já está errando. Todos em escalas diferentes são nocivos a qualquer meio em que convivem, pois rasgam suas cidadanias para se tornarem publicamente imbecis; e até se regozijam disto. Especialmente àqueles defendem personagens mitomaníacos e não programas de governos, e salvem-se os petistas que me pedem para nunca serem confundidos com os lulistas por completa falta de sintonia com ideário do lulo-fisiologismo. Respeita-se tal colocação; além do que a mitomania do beberrão de São Bernardo, fato não citado em filme de sua vida; nem rendeu direito a disputa do troféu lixo no Oscar 2011.


Voltemos à Previdência, já que nossa causa também versa pelos aposentados e trabalhadores. Supondo que nenhum novo aposentado entre no REGIME, e “ninguém morra” todos os que ai estão apenas ganharão o mínimo em 15 anos, ou até menos. Não se trata da reforma da previdência (emenda constitucional 20/98) e nem de acabarem com a saúde pública, do pouco que existe – tudo isto está dentro do capítulo do Orçamento da Seguridade Social na Constituição – art. 194/195 e 201 e mais alguns. Isto é uma coisa pensada; um enorme golpe para instituir planos de seguridade de saúde e previdência privada. Fere nosso estado de direito.


Substitui-se o direito básico universal e público pelo interesse privado. Aquilo que é complementar em qualquer lugar do mundo aqui substitui o público e destitui ou fragiliza o direito universal. No Brasil, tal substituição está na cara do povo, a evidentes ganhos escusos, pois retiram direitos e a ninguém coube correspondente queda na carga arrecadatória. O que ocorreu foi apenas a queda ou retirada de direitos e ao recebimento pecuniário na vida pós – laboral dos trabalhadores; e que isto em ciclo vicioso estimula ou empurra o povo a procurar o privado e largar o público; pois este se torna precário. Tudo isso ainda sob os holofotes da mídia flamejante e falsamente anunciando que há déficit na Previdência. Ora quem investe em algo falido?


Na Europa ocidental as famílias tem carga fiscal e/ou de seguridade como nós (proporcional à renda PIB). Lá, além do que o Governo, pelo que arrecada obviamente -“cobre” as despesas médicas, odontológicas e medicamentosas, e as famílias são ainda responsáveis por arcar em média com 12% a 18% de gastos com saúde da nação. Trata-se de coparticipação de quem possui maior renda, basicamente. - Não lhes falta atendimento em saúde; sem filas e a expectativa de vida é 7 a 9 anos maior que a nossa; nem se compara aos nossos índices de mortalidade infantil, e aqui enquanto a possibilidade de alguém chegar a 60 anos é de 80%; lá a de não chegar varia de 9% a 6%, e na Itália graças ao bom vinho e macarrão sempre se vive bem acima dos 60 anos e cuja expectativa média de vida é de quase 81 anos; aqui não chegamos em média a 73. Em Alagoas mal atingem 67,6 anos; no Maranhão 68,4 anos Tal qual a África setentrional. E querem fixar a idade mínima da Previdência no Brasil em 65 anos? Os jovens deveriam saber; o Maranhão, desde 1966 tem agora o quinto mandato da família Sarney em curso. Trata-se de uma capitania hereditária; sem contar os mandatos dos “aliados” e tem a expectativa de vida dos homens em 64,6 anos. Já que 40% do estado é formado por analfabetos, e a infraestrutura é arcaica, imaginemos onde será que foi parar tudo que a União transfere a este ralo das finanças dos Estados mais competentes. Talvez por isso e com tão desenvolta capacidade governamental é que tenha tanta força política para gerenciar o clientelismo e fisiologismo do país. Populistas apoiam isso; e são parte integrante disso. E se não se apercebem disso, se não separam a figura de seu semideus desse fisiologismo que destrói o país a décadas é porque a moral deles é igualmente devassa. Cícero disse:- “os piores traidores de uma nação são aqueles instalados dentro do povo”; eu acresço:- “logo a seguir vem aqueles que permitem que eles ajam livremente”; - e nisto eu não me incluirei jamais. A cada um chega a hora de dizer o seu basta.


Na terra do samba e futebol (e do BBB), a carga previdenciária paga ao Governo por famílias e empresas é aproximada à da Europa em relação ou proporção ao PIB, isto todos ‘fiscalistas’ decantam em prosa e verso; porém a nossa é maior se comparada à renda per capita. Poucos falam – afinal, tanto faz falar se 2+ 2 é cinco ou 13, aqui ninguém liga mesmo. O que não evidenciam em raciocínio claro é que as famílias e empresas além de pagarem o que pagam a título de seguridade social (vide equitatividade com Europa ocidental e aqui, não vou me estender) as famílias (e organizações empresarias a título de benefício) pagam ainda particularmente 60% dos gastos incorridos em saúde no Brasil. O que nos leva a concluir que só não temos, mas o que temos custa mais do que em outro lugar do mundo; então isto se explica que há alguém ganhando mais neste balcão de negócios ou pedágio que se produz e modela como ‘custo Brasil’; em total detrimento do interesse a quem não se inclui na Corte, ou seja, um cidadão de primeira classe.


Vejam filhas, falar em PIB e/ou % do PIB não significa apreciar o conteúdo e significância do que é renda per capita; e aqui na terra do carnaval e da cerveja dizem que temos o 8º PIB do mundo (é verdade). O que isto importa? Temos a 74 ª renda per capita do mundo; num contexto de 165 países (FMI/ONU). Enfim o nosso PIB é muito maior que o da Noruega, por exemplo; mas nossa renda per capita é mixaria perto dos noruegueses (e de todos europeus e dos países que compõe a OCDE). Aqui ficam felizes os idiotas (em especial aqueles por convicção e idiolátrica a mitomaníacos), exclamam – VIVA!, SOMOS O OITAVÃO - o país do futuro – terminologia essa usada desde que era criança, pois nunca chegou e nem chegará o amanhã senão hastearmos a bandeira da cidadania acima de todos os propósitos aqui predominantes e enterrarmos todos os nossos algozes. Os políticos diligentes, mas sempre aos propósitos deles, estão atentos a tudo tomar para si (bandeiras e ideário de Movimentos Cívicos) e fazem de qualquer desgraça, tal como essa dos 8,4 milhões de aposentados num balcão de negócios para obtenção de votos. Estelionato imoral, e não só eleitoral.


Devem entender que há duas formas pelas quais um governo descente e até mesmo indecente arrecada. Apesar de sair dos mesmos bolsos (os nossos), os recursos pagos aos cofres públicos “tem nome” – Orçamento Fiscal e Orçamento da Seguridade. Ao da Seguridade não faltam recursos em razão de suas fontes de financiamento; e através de manobras dos reformistas - lançam (desviam) transversalmente de legislação secundária e manobras orçamentárias - para o Orçamento Fiscal - são os economistas fiscalistas, neoliberais (neolibertinos com os direitos de outrem) que defendem essa tese, só pensam nisso, e muitos escondem outros intentos; tal qual Hitler acreditava e fazia crer aos idiotas vassalos hitleristas (aqui lulistas) na supremacia da raça ariana e promoveu o holocausto (aqui fazem o mesmo, guardando-se as devidas proporções com 8,4 milhões de famílias de EX-CONTRIBUINTES DO RGPS – já citados no primeiro parágrafo). Condenam a vala comum do piso previdenciário; e quem tem um mínimo de consciência não pode assentir a isso e dizer que é uma “questão contábil” como dizem os reformistas; pois mesmo que o salário mínimo tenha se valorizado como tão decantado, não é justo para com quem contribuiu muito acima disso. Quanto ao mínimo todos diziam que nada valia; agora há que diga que vale alguma coisa, normalmente isto é dito por quem nem sabe qual é o valor atribuído. Os aposentados, ex-contribuintes em questão tiveram correções inferiores às concedidas ao salário mimo em 43,9% desde o início do Plano real; e mais precisamente desde 1998 quando se acentuou o entendimento da criação do holocausto; perdão, da vala comum.


Hipocritamente, pois não há expressão técnica em “economês” para isso, tratam a Previdência sem a formação ou inclusão de suas fontes de financiamento como determinado na Constituição, assim tornam-na deficitária. A CSLL - Contribuição Social sobre Lucro Líquido e a COFINS; Contribuição para Financiamento da Seguridade Social vão para o Tesouro (fiscal). A arrecadação disso daria não só para dizer que a Previdência é superavitária como também para aplicar pouco mais que o dobro daquilo que o país aplica em saúde pública anualmente. Mas como irão pagar juros decorrentes da dívida da União? E os rentistas? E porque temos essa dívida? Para fazer estradas, portos e infraestrutura ou para sustentar os gastos inúteis do Governo? 42% da dívida em 2011(pelo menos) serão gastos com, pessoal (após os aumentos fantásticos que se auto concederam) A folha de pagamentos dos servidores ativos e as aposentadorias dos inativos serão protagonista das necessidades de rolagem da dívida – que ocorrerá em 100% dos contratos, porém com taxas de juros mais altas que 2010). Em 2011 não só teremos os Deputados e Senadores mais caros do mundo, mas certamente os servidores aposentados ocupando o mesmo lugar na pirâmide da pouca vergonha. Já ganharam a alcunha de cidadãos de primeira classe; mas estão preocupados que isto seja imoral num país com 14 milhões de miseráveis? Apenas querem saber onde tiram suas carteiras de VIP.


O déficit, que é a diferença do que se arrecadou dos servidores (ativos e inativos) + a cota patronal do governo federal em 2009; foi de R$ 47 bilhões (fonte: Contabilidade governamental STF) Isto somente para os cortesões da “corte dirigente” (os Vips) – ‘somente’988 mil inativos do serviço público federal. Esta ‘bagatela’ equivaleu a 72% de tudo que foi gasto em saúde publica para uma nação de 190 milhões de habitantes. Os fiscalistas poupam os clientelistas do governo e estes não atacam os corporativistas incrustrados no próprio governo, pois todo mundo mama das mesmas tetas, ninguém quer matar a vaca. E o povo assiste o BBB, e a imensa maioria que pode nada faz - ri no CQC e das chulas piadas do Simão. Riem da própria desgraça.


Nós queremos que cada brasileiro se envergonhe disso. Que reaprenda ser cidadão. Que cada um faça sua parte; e que os jovens ousem; e que os pais orientem seus filhos; e que até os velhos protestem. Pois os políticos jamais se envergonharam do fazem ou fizeram, são imunes a este estado de espírito. Vergonha não faz parte da constituição moral e ética deles. Não há mais quem ache nesse país (exceção aos populistas beócios) que após os próprios elevarem ‘modestamente’ seus salários em 62% persista dentre eles algum senso de respeito para com a nação.


A cada dia a vida renasce, e nós damos corda no relógio da cidadania na expectativa de que ele toque e desperte de momento a outro os cidadãos do berçário e da inércia cívica que estamos.


E você jovens? Vocês são os 41,5 milhões de contribuintes quer queiram ou não do RGPS, os 8,4 milhões de aposentados do RGPS Urbano são as primeiras vitimas, e a cada novo que chega à aposentadoria torna-se a nova vítima e de cara pega o fator previdenciário; obra-prima dos reformistas que pode reduzir 40% do valor inicial dos benefícios dos homens, e no caso das mulheres até um pouco mais. Onde estão vocês, não sabem e nada enxergam?


Numa pesquisa feita com universitários; alguns anos atrás com alunos a partir do segundo ano de qualquer curso– em mais de quatro mil jovens – apenas pouco mais de 8% tinham ouvido falar em fator previdenciário, e de todos os alunos que contribuíam para o INSS – trabalhavam e estudavam menos de 3% sabiam exatamente como esse redutor afetaria os cálculos no momento de se aposentarem. Não é fantástico viver na era da informação! Vocês jovens se interessam como os franceses, gregos, espanhóis, líbios, egípcios que foram recentemente às ruas? Não eram os aposentados que foram, mas sim jovens!


Jovens se quiserem passem essas informações aos seus amigos e colegas; que publiquem e que repassem, pois está luta é de todos que pagam impostos e contribuições previdenciárias. Esta luta é daqueles que acham que está na hora de lembrar e seguir as palavras de Kennedy: - “Não pergunte ao seu país o que ele pode fazer por você, mas responda o que você pode fazer por ele.”


Aqui se inserem todos, não se permitam a divisões criadas para enfraquecer-nos. Quem venham de todos os lados e regiões; e o que mede e distingue é quem se apraz deste chão e que de fato quer uma vida melhor; planejada; digna e não da precária aceitação do circunstancial, do vulgar e da aculturação de valores morais, éticos e familiares. Aos empresários, e em especial, para os pequenos e médios há de ser muito importante, pois são iludidos pelas grandes federações quando lhe dizem buscar e apoiar movimentos ou ações de desoneração de folha de pagamento (encargos sociais) em razão do “custo Brasil”. São vocês que pagam duas vezes e têm custos dobrados no Brasil. Pagam à seguridade social (INSS) pelo total dos proventos de seus empregados, tal qual nas grandes economias do mundo e à taxas são bem equivalentes. A diferença é que aqui quem emprega têm gastos cooperados com assistência médica (ou total) (planos de saúde) aos seus colaboradores, pois aquilo que o governo arrecada a este título vai para o Orçamento Fiscal; portanto, esta “parcela do custo Brasil” aos nossos empresários está em pagar em dobro e não é aquilo que é pago à Previdência é a parte do dobrada; trata-se da parte cobrada sem contrapartida pela incompetência e má gestão do estado. Acreditar nessa lorota de desoneração é abrir caminho para uma nova e futura CPMF.


Sabe o que vocês jovens tem que entender primordialmente? É aquilo pelo que nos, os jovens de espírito e com “um pouco mais de quilômetros rodados” estamos voluntariamente fazendo nesse Movimento. Desejamos cidadãos atuantes e cientes de que fazem parte da história que seguirá mesmo quando nos formos embora para passárgada, como dizia Manoel Bandeira – “lá eu sou amigo do rei” (a grande certeza da vida) e num lugar onde apenas levamos aquilo que amealhamos pelo SER e nunca pelo TER e que aqui ficará. Fazendo pelo próximo estarás fazendo por ti; estarás sendo parte ativa na história na tua vida, da tua missão; da tua gente o que é muito melhor e nobre cumprindo um desígnio divino, muito maior do que apenas contemplar os fatos de teu tempo.


Oswaldo Colombo Filho
Março de 2011
À MINHA ESPOSA E FILHAS; E A TODOS JOVENS DE ESPÍRITO DESTE PAÍS.


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Bolsa Família: auxílio ou meio de vida?

Curso para 500 costureiras inscritas no Programa Bolsa Família do Ceará, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI em parceria com o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem em Geral no Estado do Ceará - Sinditêxtil.


Está circulando pela internet, desde agosto de 2009, sem origem definida, ou autoria conhecida, a notícia de que após a realização do curso de costura industrial houve recusa por parte das costureiras em aceitar emprego formal para não perder o benefício Bolsa Família.


Em que pese à falta de averiguação da verdade, ou a disseminação de um boato que pode ser malicioso e com fins políticos, uma vez que produz nas mentes ingênuas sentimentos de indignação e revolta, gostaria de propor uma reflexão acerca do tema Bolsa Família.


A questão proposta é avaliar se esse Programa Social é um remédio contra a pobreza ou um prêmio de consolação pela condição social desfavorável. Condição social desfavorável deveria ser uma coisa passageira, por definição, diferente de um estado social desfavorável. A pessoa em condição de pobreza deveria receber a ajuda do governo até que melhorasse sua situação. Perpetuar a concessão de um benefício paliativo é eternizar a condição de miserabilidade à qual milhões de brasileiros estão submetidos.


Deveria ser meta de governo a diminuição paulatina e gradual da concessão de auxílios dessa natureza. O cidadão, alçado a uma condição social melhor, não precisaria mais de esmolas para subsistir. O sustento seria conquistado com o trabalho formal e honesto. Trabalho esse que confere cidadania e dignidade ao ser humano, diferentemente da esmola mascarada de programa governamental.


Que o povo brasileiro é honesto e trabalhador ninguém duvida. Os picaretas desonestos são mais facilmente encontrados nas casas legislativas que nas feiras livres e nas ruas. Faltam oportunidades. O ensino público há muito tempo perdeu a qualidade. Muitas escolas particulares fornecem informações incapazes de serem convertidas em aprendizado. Nossos jovens não são ensinados a pensar, limitam-se em repetir informações inúteis à vida profissional que almejem galgar.


O que dizer da saúde pública? Um caos. Enquanto a classe média sacrifica a renda familiar para dar conta de pagar um plano de saúde, a população pobre fica a mercê dos sistemas de saúde públicos precários, sujos, indignos. O mal governante faz parecer que a culpa é do médico que não vai trabalhar, do auxiliar de enfermagem mal humorado, ou da população que teima em aumentar numericamente, envelhecendo ao invés de morrer!


Num País como o nosso, onde a carga tributária está entre as mais pesadas do mundo e os serviços públicos oferecidos entre os piores ou mais ineficientes, o que esperar do cidadão? Que ele acorde às 5h00 da manhã, enfrente transporte público ruim, lotado e caro, carregando com si a marmita das sobras (quando sobra) de uma comida escassa?


Não seria o auxílio da Bolsa Família uma justa indenização por tamanhas perdas e privações?


Não. Fico com a lição aprendida no seio familiar de que Deus, do alto da sua infinita sabedoria, determinou ao homem:
“No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”. (Gênesis 3:19)


Viviane Sgarzi Coimbra, Advogada e colaboradora da Foca Brasil.


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