FOCA BRASIL - Fundação Organizacional de Comunidades Autônomas

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Nossos Leões - Cuide do seu leão

Ânimo Novo

A Realidade da Vida

A Vida a melhor opção

Solte as amarras

A maior virtude da Terra e o pior vício do Mundo - A Língua

A arte da felicidade

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Cuide de seu leão...


Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu.


Outro dia, tive o privilégio de fazer algo que adoro: fui almoçar com um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso. São raras as chances que temos de escutar suas histórias e absorver um pouco de sabedoria das pessoas que já passaram por grandes experiências nesta vida.


Depois de um almoço longo, no qual falamos bem pouco de negócios, mas muito sobre a vida, ele me perguntou sobre meus negócios. Contei um pouco do que estava fazendo e, meio sem querer, disse a ele: "Pois é. Empresário, hoje, tem de matar um leão por dia".


Sua resposta, rápida e afiada, foi: "Não mate seu leão. Você deveria mesmo era cuidar dele".


Fiquei surpreso com a resposta e ele provavelmente deve ter notado minha surpresa, pois me disse: "Deixe-me lhe contar uma história que quero compartilhar com você". Segue mais ou menos o que consegui lembrar da conversa:


"Dani, existe um ditado popular antigo que diz que temos de "matar um leão por dia". E por muitos anos, eu acreditei nisso, e acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão. A vida foi passando e muitas vezes me vi repetindo essa frase.


Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão. Afinal, quem não se preocupa quando tem de matar um deles por dia?


Pois bem. Cheguei aos meus 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma. Mas qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado! A cada desafio que enfrentavam, parecia que iam desmoronar emocionalmente.Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios, até conseguir contratar o Paulo, que hoje é nosso diretor geral.


Este "fracasso" me fez pensar muito. O que fiz de errado no meu plano de sucessão? Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, eu tenho uma suspeita: a culpa foi do leão". Novamente, eu fiz cara de surpreso. O que o leão tinha a ver com a história?


Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, me disse: "É. Pode ser que a culpa não seja cem por cento do leão, mas fica mais fácil justificar dessa forma. Porque, desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo para eles. Uma educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos. Mas, ao dar tudo a eles, esqueci de dar um leão para cada, que era o mais importante.


Meu jovem, aprendi que somos o resultado de nossos desafios. Com grandes desafios, nos tornamos grandes. Com pequenos desafios, nos tornamos pequenos. Aprendi que, quanto mais bravo o leão, mais gratos temos de ser.


Por isso, aprendi a não só respeitar o leão, mas a admirá-lo e a gostar dele. Que a metáfora é importante, mas errônea: não devemos matar um leão por dia, mas sim cuidar do nosso. Porque o dia em que o leão, em nossas vidas morre, começamos a morrer junto com ele.."


Depois daquele dia, decidi aprender a amar o meu leão. E o que eram desafios se tornaram oportunidades. Para crescer, ser mais forte, e "me virar" nesta selva em que vivemos.


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Ânimo Novo


Numa determinada floresta havia 3 leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse: - Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem?


Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?


Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir?


Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de usarem técnicas de reuniões do tipo brainstorming, etc. eles tiveram uma ideia excelente. O macaco se encontrou com os 3 felinos e contou o que ele decidiram:
- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.


- Montanha Difícil? Como assim?


- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.


A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada. O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os 3 foram derrotados? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:


- Eu sei quem deve ser o rei. Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.


- A senhora sabe, mas como sabe? todos gritaram para a Águia.


- É simples, - confessou a sábia águia, - eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.


O primeiro leão disse: - Montanha, você me venceu!


O segundo leão disse: - Montanha, você me venceu!


O terceiro leão também disse que foi vencido, mas, com uma diferença.


Ele olhou para sua dificuldade e disse:
- Montanha, você me venceu, por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.


- A diferença, - completou a águia, - é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros.


Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.


MORAL DA HISTÓRIA: não importa o tamanho de seus problemas ou dificuldades que você tenha; seus problemas, pelo menos na maioria das vezes, já atingiram o clímax, já estão no nível máximo – mas você não. Você ainda está crescendo. Você é maior que todos os seus problemas juntos. Você ainda não chegou ao limite de seu potencial e performance. A Montanha das Dificuldades tem tamanho fixo, limitado.


E, lembrem daquele ditado:


"Não diga a Deus que você tem um grande problema, mas diga ao problema que você tem um grande Deus."


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A Realidade da Vida


Deus criou o burro e disse:


- Obedecerás ao homem, carregarás fardos pesados nas costas e viverás 30 anos. Serás burro.


O burro virou-se para Deus e disse:


- Senhor! Ser burro, obedecer ao homem, carregar fardos nas costas e viver 30 anos? É muito Senhor! Bastam-se apenas 10.


Deus criou o cachorro e disse:


- Comerás o osso que te jogarem ao chão, tomarás conta da casa do homem e viverás 20 anos. Serás cachorro.


- O cachorro virou-se para Deus e disse:


- Senhor! Tomar conta da casa do homem, comer o que me jogarem ao chão e viver 20 anos? É muito Senhor! Bastam-se apenas 10.


Deus criou o macaco e disse:


- Pularás de galho em galho, farás macaquice e viverás 30 anos. Serás macaco.


E o macaco virou-se para Deus e disse:


- Senhor! Pular de galho em galho, fazer macaquices e viver 30 anos? É muito Senhor! Bastam-me apenas 20.


Deus criou o homem e disse:


- Serás o rei dos animais, dominará o mundo, serás inteligente e viverás 30 anos.


O homem virou-se para Deus e disse:


- Senhor! Ser rei dos animais, dominar o mundo, ser inteligente e viver 30 anos? É muito pouco, Senhor! Os 20 anos que o burro não quis, os 10 anos que o cachorro recusou e os 10 anos que o macaco não está querendo, dai a mim Senhor para que eu viva pelo menos 70 anos.


E Deus atendeu ao homem:


Até os 30 anos ele vive a vida que Deus lhe deu. É homem.


Dos 30 aos 40 anos ele casa e carrega os fardos nas costas para sustentar a família. É burro!


Dos 50 aos 60 anos, já cansado, ele passa a tomar conta da casa. É cachorro!


Dos 60 aos 70 anos, mais cansado, ele passa a viver aqui e ali, de "galho em galho", na casa de um filho ou neto, e faz gracinhas para as crianças rirem. É macaco!


Conclusão: Esta é a realidade da vida. De nada adianta o dinheiro, o orgulho ou a vaidade se todos nós teremos que passar pelas mesmas fases.


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A Vida a melhor opção

No dia 25 de novembro de 2004, às 20:45h, eu e minha mulher embarcaríamos, no vôo 154 da TAP, para Portugal, a fim de concluirmos os trabalhos de pesquisa e de elaboração do documento final de nossas teses de mestrado, este cursado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.


O destino, porém, julgou que, melhor que seguir para Lisboa, seria a realização de um cateterismo na sala de hemodinânica do Hospital do Coração - UNICORDIS, com vistas a verificar se minhas artérias coronárias estavam devidamente desobstruídas.


Tal exame foi recomendado em decorrência de laudo elaborado pelo Dr. Luiz Otávio de Souza Sampaio, após realização de teste ergométrico, na véspera do meu embarque para Portugal, que concluiu pela existência de alteração eletrocardiográfica sugestiva de isquemia miocárdica.


Como imaginava meu cardiologista e amigo Marcos Gusmão, minhas artérias coronárias não estavam lá essas coisas. Em razão de tal conclusão, ficou estabelecido, no próprio dia 25 de novembro - quinta-feira -, que, além de não viajar à Portugal como marcado, seria realizada uma angioplastia, em caráter emergencial, na segunda-feira seguinte - dia 29 de novembro -, com o objetivo de implantação de três stents nos vasos obstruídos.


Nada seria anormal neste relato, não fosse a minha idade, 33 anos. Por isso, pensei comigo, enquanto aguardava o dia da intervenção, que seria interessante registrar todo acontecido, até para alertar os meus colegas de geração, sobre tal problema.


Tenho peso normal. Pressão normal. Caminho, não regularmente, mas sempre que possível pela manhã, durante 40 minutos. E as minhas taxas de colesterol e triglicerídeos são praticamente normais. Segundo os médicos, a minha carga hereditária foi fundamental para o acontecimento do evento.


Sabe-se que, além do peso, da pressão arterial e do sedentarismo, a carga genética tem importante papel no aparecimento de doenças cardíacas. O que não se imagina, e aí eu falo para os leigos da minha geração, é que esse tipo de problema possa surgir em pessoas com a minha idade. E aí é onde mora o perigo: o nosso organismo, antes de obstruir uma artéria coronária, não pergunta a idade do seu dono.


De modo que o meu caso serve de alerta para uma geração que cada dia trabalha mais, esquecendo de viver a vida como ela é e deve ser vivida, sem a preocupação de antes de alcançar os 40 anos de idade ser proprietário de apartamento amplo, casa na praia, no campo, carro luxuoso e outros sonhos de consumo que têm transformando o homem em um ser menor


Durante o intervalo entre a primeira intervenção cirúrgica, que diagnosticou a obstrução em minhas artérias coronárias, e a segunda, que introduziu os três stents nas regiões obstruídas, pensei muito em tudo isso.


Tenho, repito, 33 anos. Trabalho, e muito, desde 18 anos, sempre motivado por essa fúria selvagem de conquistar novas coisas. O tal apartamento que falei lá em cima, o carro, a casa no campo e na praia. Ora, ora, por pouco, muito pouco, meus sonhos materiais, quase todos já realizados, não viraram cinzas, junto comigo.


Aliás, aqui estou, contando esta história, graças à amizade, perspicácia e dedicação do Dr. Marcos Gusmão, jovem cardiologista pernambucano com talento de veterano, que não permitiu que eu viajasse à Portugal sem que fizesse todos os exames necessários ao diagnóstico do incômodo que sentia no peito direito.


Graças, também, ao Dr. Luiz Otávio de Souza Sampaio, que, já tarde da noite, véspera de minha viagem, detectou, no exame ergométrico, minha alteração cardíaca. Ao Dr. Ricardo Pontes, um anjo, que, com a sua tranqüilidade e competência, colocou os três stents nos lugares devidos. Ao Dr. Carlos Magalhães, que, com a sua anestesia, permitiu que tudo isso fosse para mim apenas um sonho, pois, enquanto eles trabalhavam, eu dormia profundamente.


E graças, ainda, às meninas de branco, as enfermeiras Malu e Letícia, que cuidaram de mim com carinho e paciência, assim como também fizeram Socorro, Lia e Jupira, suas auxiliares. Hoje conto esta história por causa desses quatro médicos, dessas duas enfermeiras e dessas três auxiliares que, sem exagero de letras, salvaram, com eficiência e profundo carinho, a minha vida. Eficiência, aliás, que sobra na cardiologia pernambucana.


Aos que oraram e se preocuparam comigo, em especial minha família, sócios, amigos e alunos, digo que estou aqui, de artérias coronárias novas, vivo e cheio de história para contar. Viva a vida.


Carlos Eduardo Pugliesi
*Advogado e professor universitário, e-mail cepugliesi@uol.com.br


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Solte as amarras

Você já pensou porque o elefante, um animal enorme, fica preso a uma corda frágil que, com poucos esforços ele arrebentaria?


Isso ocorre porque o homem usa um meio eficaz de submetê-lo, quando o elefante ainda é um bebê e desconhece a força que tem.


Preso a uma corda, o bebê elefante tenta escapar. Faz esforços, se debate, se machuca, mas não consegue arrebentar as amarras.


A cena se repete por alguns anos. As tentativas de libertar-se são inúteis. O elefante desiste.


Vencido pelas amarras, ele acredita que todos os seus esforços serão inúteis, para sempre.


Assim é que, depois de adulto, o gigante fica preso a uma fina corda que ele poderia romper com esforços insignificantes.


Fazendo um paralelo com o ser humano, poderíamos fazer a mesma pergunta: porque um ser tão grandioso, potencialmente criado para a perfeição e a felicidade, se deixa vencer por amarras tão sutis e sem fundamento?


São cordas invisíveis que vão imobilizando um gigante e, por fim, ele se conforma e se submete, sem questionamentos.


Essas cordas podem ser facilmente percebidas, basta um olhar mais atento.


A idéia de que o homem foi criado para o sexo e não o sexo para o homem, insuflada desde a mais tenra idade, faz com que o adolescente se deprave, se prostitua e se infelicite.


O adulto, acostumado com essa amarra invisível, se reduza a um escravo sexual, infeliz e exausto, quando poderia usar as potencialidades sexuais para a vida e para o amor, consolidando uniões maduras e baseadas no sentimento.


A sutilidade das chamadas para o vício, propositalmente exibidas em cenas de programas e comerciais, cujo maior público é de menores de idade, gera uma potente amarra para o jovem que, para ser aceito pelo grupo se embrenha em cipoais de difícil saída.


A sensualidade mostrada em larga escala como o "supra sumo" cria clichês de protótipos perfeitos e fisicamente bem esculpidos, infelicitando aqueles que não atendem a tais pré-requisitos.


O culto exagerado ao dinheiro, ao ter, ao status, em detrimento do ser, do desenvolvimento das potencialidades intrínsecas do ser, gera amarras que paralisam muitas criaturas.


Umas porque se tornam escravas do que não possuem e gostariam de possuir, outras subjugadas pelos bens que amealharam e querem reter a qualquer custo.


As amarras são tantas e tão sutis que geram uma paralisia generalizada, submetendo uma gama enorme de gigantes que desconhecem suas potencialidades e seu objetivo na face da terra.


Ao invés de buscar as estrelas, herança natural dos filhos de Deus, se voltam para o ilusório, para o fútil, para os falsos valores.


Criados para a eternidade, esses gigantes se conformam com as aparências, com o transitório, com a roupa que irão vestir, com o que os outros pensam a seu respeito.


Filhos da luz, se deixam tombar nas trevas da ignorância, da desdita, do desespero.


Vale a pena meditar sobre isso e buscar identificar essas tantas cordas invisíveis que nos impedem de alçar voo.


O voo rumo à liberdade definitiva, rumo às paragens sublimes que aguardam esses gigantes em marcha para a perfeição.


Pense nisso!
Você é um ser especial.
Seu destino lhe pertence. Não se permita prender pelas cordas invisíveis que outras mentes desejam impor a você.
Você tem um sol interior e sua força é muito maior do que possa imaginar.
Rompa com todas as amarras e busque as alturas... Você é filho da luz e herdeiro das estrelas.


Momento Espírita


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A maior virtude da Terra e o pior vício do Mundo - A Língua

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.


Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:


- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.


- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?


- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.


Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.


Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.


- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.


- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.


- Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.


- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?


- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.


- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.


Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.


Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:


- Por que vos admirais de minha escolha?


- Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.


- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.


- Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social.


- Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.


Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.


Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.


Clareia e adoça tua palavra, para que o teu verbo não acuse nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade.


Fala pouco. Pensa muito.


Sobretudo, faze o bem. A palavra sem ação, não esclarece a ninguém.


Pensemos nisso.


A língua, sem dúvida, é um dos fatores determinantes no destino das criaturas...

Ponderada, favorece o Juízo...

Alegre, descortina a imprudência...

Triste, semeia o desânimo...

Generosa, abre caminho à elevação...

Maledicente, cava despenhadeiros...

Gentil, provoca o reconhecimento...

Atrevida, traz perturbação...

Serena, produz a calma...

Fervorosa, impõe confiança...

Descrente, invoca a frieza...

Bondosa, ajuda sempre...

Cruel, fere implacável...

Sábia, ensina...

Ignorante, complica...

Nobre, tece o respeito...

Sarcástica, improvisa o desprezo...

Educada, auxilia a todos...

Inconsciente, gera amargura...

A língua é bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra...

É, sem dúvida, um dos fatores determinantes no destino das criaturas...


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A arte da felicidade

"A Felicidade não depende do que acontece ao nosso redor e sim do que acontece dentro de nós;


A Felicidade se mede pelo espírito com o qual nós enfrentamos os problemas da vida.
É tão fácil sentir-se deprimido ou desesperado, portanto a Felicidade exige valentia.
A Felicidade não consiste em fazer sempre o que desejamos; mas sim em querer tudo o que fazemos.
A Felicidade nasce ao colocarmos nossos corações em nosso trabalho e ao fazê-lo com alegria e entusiasmo.
A Felicidade não tem receitas; cada um a cozinha com o tempero de sua própria meditação.
A Felicidade não é uma pousada no caminho, mas uma forma de caminhar pela vida.


“Os sofrimentos nos pulem a alma; enquanto que as Alegrias lhe dão brilho.”


Por isso vamos ser felizes...


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