FOCA BRASIL - Fundação Organizacional de Comunidades Autônomas

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O Papel da Imprensa


Quando você vai até uma banca e compra um jornal ou revista a sua expectativa natural é que o conteúdo da notícia ali inserido seja verdadeiro.


Durante muito tempo agimos assim, acreditando na veracidade da notícia.


Foi dessa forma que a Imprensa durante décadas manipulou a população noticiando o que interessava ao grande capital e ao governo.


Nos dias atuais ainda existem tentativas de levar a população a acreditar em determinada notícia, não mais em todas. A força de equilíbrio entre quem escreve e quem lê é o processo de desenvolvimento que liberta as pessoas da condição de submissão às vontades dos grandes em lhes impor o que bem entendem.


Através da educação, do desenvolvimento e de um processo de conscientização a imprensa brasileira teve de reformular o seu papel e aos poucos alguns jornais e revistas vão se destacando como mais confiável, ou seja, mais independentes.


Há necessidade de a imprensa primar por um princípio ético, onde divulgar temas de interesse público seja uma constante.


Há dois tipos de imprensa que se caracteriza pelo conteúdo da notícia. Há a que apresenta temas de interesse público e que permite formar opinião e a imprensa apelativa, caracterizada por aspectos popularescos, manipulando os leitores, divulgando informações sensacionalistas que não trazem nenhum conteúdo para formação de opinião.


Do ponto de vista jornalístico a linha divisória entre o interesse público e o interessante para o público exige grande capacidade de discernimento, tanto de quem escreve, quanto de quem lê.


O leitor tem que se tornar mais exigente, obrigando assim a imprensa a publicar notícias que, comprometidas com a verdade, apresentem soluções críticas e criativas para uma sociedade que, sedenta de curiosidade, possa vir a se tornar sedenta de conhecimento.


O país da Casa-Grande e a Senzala aos poucos vai desaparecendo. Apenas nos Estados brasileiros aonde campeia a presença de antigos coronéis e de oportunistas que lhes acompanham ainda se verifica uma imprensa totalmente comprometida, como é o caso do Amapá onde a Imprensa local é 100% comprometida com grupos políticos locais. Coincidência ou não é lá que se instalou o Senador José Sarney, um dos remanescentes do coronelismo que durante décadas silenciou o Maranhão e formou riquezas à custa da manipulação de uma população carente de saber. O Maranhão apresenta um dos piores IDH tal qual o Amapá.


Palmério Dória, quando escreveu “Honoráveis Bandidos” corajosamente mostrou a biografia do Presidente do Senado o que nos permite, com um mínimo de entendimento, conhecer o porquê do Amapá e Maranhão apresentarem os piores índices de desenvolvimento.


Ainda para entender o poder dos coronéis num estado de debilidade e senilidade o presidente do Senado tentou impedir noticias na Internet de “Fora Sarney”. Só depois que sua assessoria informou que a Internet não era nenhuma “concessão governamental” ele desistiu de impor censura a mesma, garantindo sua permanência no Senado através de outras vias de comprometimentos com seus pares e uma decisão do Supremo em não permitir que o Jornal Estado de São Paulo publicasse quaisquer notícias a respeito do seu filho Fernando Sarney.


Diante dos fatos somos nós que devemos buscar conhecimento em fontes confiáveis e procurarmos saber distinguir quem está levando notícias verdadeiras, pois muitas têm a tarefa de fazer muito barulho com o objetivo de não revelar o essencial.


Prudência e senso crítico não fazem mal a ninguém.

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