FOCA BRASIL - Fundação Organizacional de Comunidades Autônomas

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Deus seja louvado

O lugar de Deus na saúde e na doença

"A Ciência e a Religião são as duas forças mais poderosas do mundo"

Finalidade da vida

Fim do Mundo – 2056

Religião e ensino da ciência

Dom Helder Câmara em Psicografia Recente

Oração Árabe

De Deus não se zomba...

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Deus seja louvado

cédulas de realTramita na 7ª Vara de Justiça de São Paulo ação impetrada pelo Ministério Público Federal solicitando que a União e o Banco Central retirem, a expressão "Deus seja louvado" de todas as cédulas a serem impressas.


A juíza federal Diana Brunstein negou na quinta-feira, 29/11/12, pedido de antecipação de tutela, sob o argumento que "não foi consultada nenhuma instituição laica ou religiosa não cristã que manifestasse indignação perante as inscrições da cédula e não há notícia de nenhuma outra representação perante o Ministério Público neste sentido e que a alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com a expressão 'Deus' no papel-moeda".


O presidente do Senado, José Sarney, disse: "Eu acho que é uma falta do que fazer, porque, na realidade, precisamos cada vez mais ter a consciência da nossa gratidão a Deus por tudo o que ele fez por todos nós humanos e pela criação do universo. Nós não podemos jamais perder o dado espiritual. Eu tenho pena do homem que na face da terra não acredita em Deus".


Considerando que independente do sincretismo religioso no Brasil, Deus, é único e ai talvez o Presidente do Senado tenha razão: é falta do que fazer mesmo.


Se Jesus retornasse e dissesse: "dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", tudo bem.


Não sendo assim, a quem incomoda a expressão "Deus seja louvado"?


Aos Ateus? Quantos eles são?


É uma minoria sem dúvida e bem minoria. Considerando que os que acreditam, independente da religião sejam 95% e eles 5%, sendo generoso com eles, pois é provável que seja em torno de 1 a 2%, isto quer dizer que a representação deles é sem sombra de dúvidas inexpressiva, motivo só para não ter o direito de exigir a retirada de uma expressão que não ofende ninguém e no máximo se observada faz lembrar de Deus.


O pedido já é um absurdo, imagina a aberração da proposta de substituição da expressão "Deus seja louvado" por "Deus não existe".


A Presidente Dilma chegou a mandar remover a frase "Deus seja louvado" do dinheiro a pedido dos Ateus, mas voltou atrás em função da proposta de substituição da frase atual por "Deus não existe". O Brasil é um país religioso, se eu coloco a frase "Deus não existe" nas cédulas quem deixará de existir serei eu", disse.


Os religiosos não gostaram e estão protestando para que o governo mantenha a frase e prendam os Ateus.


O Ministro da Defesa já alertou para possíveis conflitos nas ruas entre Ateus e Religiosos.

cédulas de realInconformados chegaram a propor a riscagem intencional no Facebook, porém sem muito sucesso.


Dada as diferentes crenças, acredito que todas têm seus lideres, entretanto Deus é único, não tem como negá-Lo.


Já ouvi falar que chegará o dia em que todas as religiões vão se unir exceto uma, não necessariamente por não acreditar em Deus, então mais um motivo para que a expressão seja mantida.


Quanto à ação na Justiça, a decisão é provisória e o processo segue agora os trâmites normais. Não há previsão de quando a ação será julgada. O que foi negado foi o pedido de antecipação de tutela, pois a Justiça interpretou não se tratar de algo urgente, tampouco preencher os requisitos para a concessão de liminar.


Um dos principais argumentos apresentados pela Procuradoria da República no Estado de São Paulo pedindo a retirada da frase é que o Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa.


Creio que seja melhor que todos amem a Deus sobre todas as coisas, independente do caminho que acreditam levá-los ao Criador e, estejam certos, aqui não se trata de Religião, trata-se de Deus. Além do que, qual é a religião de Deus? Quem o sabe?


Jorge Furtado
Focabrasil


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O lugar de Deus na saúde e na doença

Todos perdem quando a religiosidade dos pacientes é ignorada pelos médicos
CRISTIANE SEGATTO


Apenas 1% dos brasileiros não acredita em Deus. Foi o que revelou o Datafolha em 2007, numa ampla pesquisa usada até hoje como indicador da fé, uma das características mais marcantes da nossa população. O que acontece com a religiosidade dos outros 99% quando precisam de um hospital? É ignorada placidamente.


Com raríssimas exceções, os profissionais de saúde não levam em consideração o papel das crenças na vida dos pacientes. Deveriam. É no hospital, mais que em qualquer outro lugar, que o doente entra em contato com sua fragilidade e busca apoio na fé. A religiosidade e a espiritualidade não são dados irrelevantes para a recuperação e para o bem-estar do paciente – mesmo quando a recuperação não é possível.


Tão importante quanto saber se o sujeito tem diabetes, hipertensão ou o vírus HIV é reservar um momento para levantar informações sobre sua espiritualidade. Com o objetivo de entender a participação dessas crenças na saúde e na doença. Sem julgar ou tentar modificar a existência ou a falta delas.


Isso raramente é feito no Brasil, mas há um movimento entre os profissionais de saúde (crescente, mas ainda pouco conhecido) que defende a inclusão no prontuário médico da história espiritual do paciente. Dessa forma, ela seria levada a sério e ficaria documentada – de uma forma acessível a qualquer profissional do hospital que tivesse contato com o doente.


A maioria dos pacientes deseja receber mais apoio espiritual durante o tratamento. É o que alguns estudos começam a demonstrar. Durante seu mestrado, a enfermeira oncológica Carolina da Cunha Fernandes decidiu investigar a visão dos pacientes do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.


Foram entrevistados 75 homens entre 48 e 79 anos com diagnóstico de câncer de próstata. E 75 mulheres entre 31 e 83 anos em tratamento de câncer de mama. Outras 150 pessoas compuseram o grupo controle. Eram cidadãos que participavam de atividades do hospital mas não tinham a doença.


Os resultados dão a dimensão do problema. A maioria (97% dos homens e 86% das mulheres) não haviam conversado sobre suas crenças religiosas ou espirituais com algum profissional da saúde. A maioria gostaria que esse momento tivesse existido (57% dos homens e 53% das mulheres).


Ainda mais interessante: 61% das mulheres e 60% dos homens afirmaram que poderiam ter se sentido melhor ou mais dispostos para o tratamento se tivessem recebido cuidado religioso ou espiritual dos profissionais de saúde.


Esses dados despertam várias reflexões: médicos, enfermeiros e demais trabalhadores dos hospitais deveriam assumir mais essa responsabilidade? Eles vivem assoberbados. São muitos os pacientes a atender, muitos os protocolos e os processos a cumprir, muita papelada a preencher, quase nenhum tempo para olhar nos olhos e conversar.


Outra questão é saber de que forma os médicos poderiam dar conta dessa demanda por cuidado religioso. Médico é médico. Não é líder religioso. A solução parece estar no bom senso. Em primeiro lugar é preciso diferenciar religiosidade e espiritualidade. A religiosidade tem relação com um conjunto de crenças bem estabelecidas e compartilhada com um grupo. A espiritualidade é particular e subjetiva. É, por exemplo, a busca por um sentido na vida.


A espiritualidade vai além da religião. Discuti esse aspecto em outra coluna. No fim da vida, um ateu também tem suas necessidades espirituais. Pode questionar suas ações, seu legado para a humanidade, seu papel nesse mundo. O médico que é capaz de percebê-las e respeitá-las é mais que um profissional. É gente de primeira grandeza.


Neste aspecto da vida, os profissionais da saúde podem fazer muito pelo paciente. Podem, por exemplo, liberar a entrada de um grupo de orações ou avisar um líder religioso que o paciente gostaria de vê-lo. “É preciso agir com flexibilidade”, diz Carolina.


Há ações muito singelas, mas nem por isso menos importantes. “Certa vez uma paciente perguntou se podia colocar água benta nas mãos da enfermeira que ia instalar a bolsa da quimioterapia”, diz Carolina. Outra paciente faz questão de colar um santinho na bolsa de quimioterapia antes da infusão. “Respeitar as crenças e os hábitos pode fazer uma diferença muito grande. Não temos o direito de tirar a esperança de ninguém.”


As razões humanitárias já seriam suficientes para justificar a adoção de ações simples como essas. Mas há outras, de ordem fisiológica. Vários estudos tem demonstrado como algumas práticas religiosas atuam no cérebro e repercutem sobre os hormônios, sobre o sistema cardiovascular e sobre o sistema imune (o que é extremamente importante para quem enfrenta um câncer).


Pessoas que oram ou praticam meditação parecem lidar melhor com o stress. Os níveis de cortisol (o hormônio do stress) diminuem. Assim como a pressão arterial e a frequência cardíaca. Outras pesquisas demonstram que participar de um grupo religioso – seja ele católico, budista, judeu, evangélico, umbandista ou qualquer outro – traz benefícios por aumentar o suporte social ao indivíduo. O apoio social é extremamente valioso não apenas para os doentes. É um ingrediente fundamental para a sobrevivência e a longevidade.


Com pequenos gestos, médicos, enfermeiros e toda a constelação de profissionais que fazem um hospital funcionar podem garantir dias melhores aos doentes que têm necessidades religiosas. Devem trabalhar para isso, de coração aberto, mas sem desprezar ou incomodar os que não têm fé.


Eles são apenas 1%, mas existem. Merecem tanto respeito quanto os que creem.


E você? Acha que os médicos deveriam dar mais atenção à espiritualidade dos pacientes?


CRISTIANE SEGATTO Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 17 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais e internacionais de jornalismo.
Email:cristianes@edglobo.com.br / Twitter: @crissegatto


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"A Ciência e a Religião são as duas forças mais poderosas do mundo"

Entrevista com Edward O. Wilson, biólogo, "pai" da biodiversidade.


O planeta está em perigo. Para salvá-lo, crentes e cientistas materialistas devem unir forças. É este o chamamento que faz o biólogo norte-americano Edward O. Wilson, o qual considera que ciência e religião são as duas forças mais poderosas do mundo e têm algo em comum: crerem que a natureza é sagrada. A entrevista que segue foi publicada no jornal El País, de 11-06-2006.


"Um presidente como foi Bush, o qual crê que Deus lhe fala quando empreende uma guerra, reforça as convicções mais radicais da população".


"Rogo às pessoas religiosas que deixem de lado diferenças com leigos e cientistas materialistas como eu e se unam a nós para salvar o planeta".


Catedrático de Harvard há 40 anos, o biólogo Edward O. Wilson, de 76 anos, escreveu 20 livros, obteve dois Prêmios Pulitzer e descobriu centenas de novas espécies. Wilson recebe amiúde o apelativo de "pai da biodiversidade". A entrevista se realizou em seu gabinete de Harvard.


Mais da metade da população dos EE UU (Estados Unidos) não crê na teoria da evolução. Seria um fenômeno peculiar deste país?
Para 51% dos estadunidenses, a espécie humana foi criada por uma força suprema faz alguns milhares de anos. 34% creem que houve uma evolução dirigida por Deus. Os 15% restantes dizem que têm razão os cientistas. São cifras extraordinárias, porque representam todo o contrário do que pensam os europeus. Na Europa, 40% da população estão de acordo com a tese de que as espécies evoluíram por seleção natural. Somente uma minoria coincide com os criacionistas, que rechaçam a teoria da evolução.


Qual é o motivo para que o criacionismo tenha tanto vigor nos EE UU, até o ponto de certas pessoas estarem pensando em ensiná-lo em algumas escolas, em oposição à teoria da evolução das espécies?
Várias organizações religiosas conseguiram introduzir no Governo a teoria do desenho inteligente. Quer dizer, que Deus dirigiu a evolução. Sem dúvida, o fato de termos um presidente como foi Bush, o qual crê que Deus fala com ele quando toma certas decisões ou empreende uma guerra, facilita esta tendência e reforça as convicções fundamentalistas mais radicais da população. A esta situação é preciso acrescentar que, após os atentados do 11-S, os estadunidenses se sentiam vulneráveis e se aferraram à ideia de que o país necessitava guiar-se mais pela religião. Em meu próximo livro, A criação, faço um pedido às pessoas religiosas. Peço-lhes que deixem de lado suas diferenças com os leigos e com os cientistas materialistas como eu e que se unam a nós para salvar o planeta. A ciência e a religião são as duas forças mais poderosas do mundo. A natureza é sagrada para ambos.


Você sustenta que há uma relação direta entre a seleção natural e o sentimento religioso. Qual é esta relação?
A religião está sempre dizendo ao povo que sobreviva, e este é um princípio básico da seleção natural. A religião estimula a mente e anima o ser humano a superar as dificuldades, a unir-se a outros indivíduos e comportar-se de forma altruísta pelo bem do grupo. Seu propósito é a sobrevivência coletiva. Por isso as religiões são tão tribais.


Em que se equivoca a teoria do desenho inteligente, a ideia de que a complexidade dos organismos vivos é a melhor prova da existência de um desenhista divino?
O único argumento dos que defendem o conceito de desenho inteligente é que a ciência não pode explicar todos os detalhes da evolução e dos fenômenos naturais. Isso lhes basta para justificar a fé numa força sobrenatural na origem do inexplicável. Mas, este não é um argumento científico. O que move os cientistas é precisamente o desejo de descobrir a verdade sobre o que ainda está sem explicação. Ao assumir a crença de que a evolução é criação de Deus, a religião põe em perigo toda a sua credibilidade e todo o seu prestígio. Se os que defendem o desenho inteligente tivessem provas sobre a existência de forças sobrenaturais nos processos físicos e biológicos, os cientistas seriam os primeiros dispostos a estudarem tais fenômenos.


É possível aceitar a teoria da evolução e, ao mesmo tempo, ser religioso?
Sim, sem dúvida. Eu mesmo me considero espiritualista. Creio na grande força do espírito humano. Porém, não creio que haja vida depois da morte, nem uma alma separada do corpo e da mente. Sabemos que o cérebro se comporta de maneira distinta quando se produzem mudanças químicas no corpo ou quando nos ferimos, e isso indica que a ciência humana depende de um complexo sistema de células. Não há nenhuma incoerência em pensar que os sentimentos têm uma base física e, ao mesmo tempo, ter uma concepção espiritual da mente humana.


Consolá-lo-ia saber que existe vida depois da morte?
Pense no que significa passar toda a eternidade no céu. Não somos feitos para isso. A mente humana está construída para durar um tempo limitado. Ultrapassar este limite significaria atar a pessoa a uma existência infernal. Uma sondagem realizada entre os cientistas mais importantes dos EUA mostrou que a 85% não lhes importava que houvesse, ou não, vida depois da morte. Para mim vale o mesmo.


Em certa ocasião disse que se considerava um deísta provisional. O que quer dizer?
Em primeiro lugar, é preciso definir teísmo e deísmo. Teísmo é a crença que Deus intervém nos assuntos humanos, é capaz de fazer milagres e está diretamente unido ao discurso humano. Os deístas, ao contrário, aceitam a possibilidade de que exista uma força suprema que estabeleceu as leis responsáveis pela criação do universo, porém não creem que Deus intervenha nos problemas cotidianos. Enquanto não pudermos dar uma explicação melhor sobre a origem do universo, eu me considero um deísta provisional. Talvez os físicos possam em breve explicar de onde viemos.


Muitos críticos afirmam que a ciência é uma espécie de religião e que a teoria da evolução exige devoção. Está de acordo com isso?
Não. Há uma grande diferença. A religião exige fé, uma fé sem vacilações. A ciência se baseia numa série de conhecimentos acumulados e vai somando cada vez mais informação para explicar o mundo. É um processo de busca, exploração e descobrimento, totalmente distinto da religião.


Crê que há progresso na evolução?
Sim, porque, ao longo de milhares de milhões de anos, a evolução produziu espécies cada vez mais complexas, maior número de organismos e ecossistemas mais elaborados. Pois bem, se nos fixarmos em exemplos isolados, a evolução nem sempre significa progresso. No final das contas, é o resultado de mutações e mudanças genéticas fortuitas. Existem casos de parasitos que perderam os olhos e de animais que perderam as patas. Se a complexidade é progresso, essas espécies retrocederam.


O fato de os humanos terem evoluído até o ponto de controlar a natureza nos dá o direito de fazer o que quisermos com as demais espécies?
A espécie humana é a mais sagrada do planeta. Tudo somado, ela é a mais inteligente e a única civilizada. Nas primeiras etapas de nossa evolução, quando os humanos viviam da caça, em grupos, era preciso vencer a natureza, porque era questão de sobrevivência. Hoje, destruir a natureza significa destruir parte da vida que continua na Terra. Temos que saber quando parar. Estamos destruindo a natureza somente para fazer um pouco mais de lugar aos seres humanos. Isso não é progresso, nem do ponto de vista moral, nem como opção para garantir o futuro da humanidade. Necessitamos da natureza para garantir a produtividade na biosfera. A espécie humana teve demasiado êxito.


Um estudo da ONU calculava que em 2050 a população alcançará sua cifra máxima, de nove bilhões de pessoas, e logo se estabilizará. Como podemos melhor a situação econômica de tanta gente e, ao mesmo tempo, evitar a destruição da natureza?
Quase todos os especialistas creem que os recursos existentes na Terra poderiam suportar essa superpopulação, sem que isso suponha destruir a natureza. É necessário aumentar a produtividade do solo, e para isso devemos usar sementes transgênicas. A espécie humana não depende mais do que de 20 tipos de plantas para alimentar-se. As principais são: arroz, milho e trigo. Sem embargo, existem mais de 50.000 plantas cultiváveis, muitas das quais podem ser viáveis do ponto de vista econômico, caso se modifiquem geneticamente. Se soubermos conservar o que resta da natureza e fazer com que ela seja mais produtiva, poderemos alimentar essas pessoas que se preveem para 2050.


Por que é tão urgente preservar a biodiversidade?
Um cálculo feito em 1997 por biólogos e economistas demonstrava que as espécies de todos os ecossistemas representavam 30 bilhões de dólares em serviços, como retenção de águas, regeneração do solo e limpeza da atmosfera. Nesse momento, esta cifra estava próxima à do valor de toda a produção humana. Dependemos da biodiversidade, mais do que imaginamos. Outro aspecto é que estamos começando a saber de que modo diversas espécies, que apareceram faz um milhão de anos, se extinguiram e foram substituídas por outras. É importante que compreendamos a origem da vida. Necessitamos conhecê-la. Os cientistas não identificaram mais do que 10% dos organismos que existem no planeta.


Alguns cientistas dizem que a espécie humana está experimentando uma evolução acelerada. Sua teoria é de que a humanidade está começando a determinar sua própria evolução. Está de acordo?
Sim, em meu livro chamo este fenômeno de evolução voluntária. Estamos a ponto de alcançar uma etapa do desenvolvimento na qual poderemos escolher a trajetória de nossa evolução. Logo poderemos eliminar enfermidades genéticas como a fibrose, apenas substituindo os genes defeituosos. Esta é uma forma de dirigir a evolução. A dúvida é se deveríamos permitir-nos utilizar a engenharia genética para melhorar os indivíduos. Em alguns casos, os pais poderão decidir se querem que seu filho seja desportista ou músico. Deveríamos permiti-lo? É uma pergunta ética que ainda não foi analisada com detalhes, simplesmente porque ainda não nos enfrentamos com os problemas associados a essas possibilidades tecnológicas. Num momento dado a humanidade terá que tomar decisões a respeito, e então teremos uma evolução voluntária. Teremos que ser muito cuidadosos ao modificar a natureza, porque a natureza é o que nos faz ser humanos.


Onde está o limite?
Não sei. Necessitamos saber mais de genética, de quem nós somos, o que é a natureza humana e quais são as consequências dessas mudanças na organização de nossa sociedade atual.


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Finalidade da vida


A maioria das pessoas (pelo menos 90% da humanidade) não sabe que a finalidade da vida terrena é o aprimoramento espiritual. A maioria acredita que a finalidade da vida, aqui na Terra, é crescer, estudar, formar-se em alguma profissão, trabalhar, namorar, casar, ter filhos, comprar a casa própria, ter um carro, viajar nas férias ou nos finais de semana, ir à praia no verão e se aposentar. Pronto: a pessoa está realizada. Teve uma vida normal, uma vida correta, como ditam as regras socioculturais.


Mas não é nada disso. Tudo aqui na Terra é importante, mas não é a finalidade, não é o principal. Tudo aqui na Terra são meios de se aprimorar espiritualmente. O estudo, o trabalho, o casamento, o lazer, etc., são meios de a pessoa evoluir.


Através do estudo a pessoa evolui, porque desenvolve o raciocínio e adquire cultura para poder, assim, compreender melhor a obra divina. Em outras palavras, um analfabeto não tem acesso à literatura religiosa, às obras espiritualistas que falam de sabedoria. Em geral, uma pessoa que só tem o curso primário não tem vocabulário para entender certas obras que falam dos mistérios da vida. Por isso o estudo ajuda na evolução da pessoa ou, pelo menos, deveria ter essa função.


A finalidade principal do casamento é fazer com que o casal desenvolva as qualidades necessárias à boa convivência, em geral. O casamento é, antes de tudo, uma escola de amor, tolerância, paciência, compreensão, solidariedade, confiança, etc. Mas, a maioria não sabe que o casamento é, antes de tudo, uma escola. Acha que o casamento não passa de um acontecimento social, cultural, sexual, procriador.


O carro que a pessoa compra não é só para ir à praia, passear com a família ou, até mesmo, para esnobar diante da vizinhança, mas também para facilitar o acesso da pessoa ao trabalho, à faculdade, socorrer um vizinho que passou mal, etc.


Ser pai, ou mãe, não é sentir-se orgulhoso porque o filho só tira notas boas na escola, porque o filho é bonito, porque o filho ganhou uma medalha na natação, porque o filho se formou em engenharia, porque o filho fez um casamento bonito e promissor. Ser pai é, antes de tudo, ser um educador. O bom pai evolui com a experiência de criar e educar um filho. E é isso o que Deus espera da pessoa, ou seja, que ela evolua através dessa experiência.


Fazer amigos é importante, mas a finalidade principal da amizade não é ter companhia para ir ao cinema, à praia, ao teatro, viajar, papear, etc. A principal finalidade da amizade é a ajuda mútua que conduz à evolução. Porém as pessoas, em geral, só se aproximam das outras, na qualidade de amigas, por interesses que não são a amizade verdadeira (ajuda mútua, união, solidariedade, apoio).


A finalidade do trabalho não é propriamente ganhar dinheiro. É, antes de tudo, servir, construir, produzir, ser útil. E, por acréscimo, a pessoa ainda desenvolve a honestidade, o bom relacionamento, o respeito, a solidariedade, etc. Por isso, a finalidade principal de qualquer trabalho é o mesmo, não importando se é o trabalho de um gari ou o de um médico. É por isso que todo trabalho tem que ser feito com amor, honestidade, boa vontade, gratidão, alegria, etc., porque é isso que está em primeiro lugar. É isso que faz a pessoa evoluir. É o aprimoramento espiritual através do trabalho. E através de tudo que há na Terra.


Não importa que você erre. Não importa que você tenha momentos de desânimo. O importante é que você vá eliminando o maior número de defeitos que você tem. Você não vai conseguir eliminar todos os seus defeitos até o fim de sua vida, mas se eliminar, pelo menos, um, já é negócio. Não desperdiçou (tanto) a vida. O mal é que as pessoas, em geral, passam a vida toda com os mesmos defeitos. A pessoa morre aos 80 anos com os mesmos defeitos que tinha aos 20 anos. A pessoa passou a vida toda sendo egoísta, por exemplo, ou intolerante e preconceituosa, ou desonesta, agressiva, ciumenta, fofoqueira, medrosa, ingrata, revoltada, esnobe, invejosa, etc. Enfim, jogou a vida fora, perdeu a oportunidade de se livrar desses pesos que só prejudicam a pessoa, que impedem a pessoa de ser (mais) feliz. Isso é o que mais acontece. A vida passou e a pessoa não mudou. Porque estudar, casar, trabalhar, ter filhos, se divertir, fazer sexo, comer, beber, ver televisão, festejar aniversário... são coisas banais, corriqueiras, que todos fazem. Não há nada de especial nisso.


Mas imagine uma pessoa aos 40, 50 ou 60 anos, por exemplo, aprender a ser grata à vida, a tudo e a todos. Imagine-a, num determinado momento de sua vida, percebendo a importância desse sentimento: a gratidão. Imagine uma mulher, depois de 15 anos de casamento, deixar de ser ciumenta em relação ao marido, porque ela percebeu, através da busca da verdade, que não tem nada a ver ser ciumenta, que ela não ganha nada com isso, que ninguém é de ninguém neste mundo, etc. Imagine um homem que sempre foi desonesto em seus negócios deixar de ser assim, porque, num belo dia, uma luz (a verdade) brilhou em sua vida. Imagine uma pessoa que sempre foi triste e pessimista, de repente, se tornar uma pessoa alegre e otimista. Imagine uma pessoa que nunca ajudou ninguém, um dia, perceber que não pode levar uma vida assim e, então, passa a ajudar as pessoas.


A Terra é uma escola, mas uma escola espiritual. Por trás de tudo o que acontece e que vivenciamos, aqui neste planeta, está o espiritual. E tudo deve visar ao aprimoramento espiritual. O que não visa ao aprimoramento espiritual não beneficia, é estéril, é seco, morre


É bom lembrar que quando falo em aprimoramento espiritual, não quero dizer que isso esteja ligado ao religioso. Pode ou não. Mas está sempre ligado ao bem. Muita gente se aprimora espiritualmente sem ter consciência disso. São pessoas que procuram agir corretamente e com boas intenções em relação à vida e a tudo. É um sentimento, ou uma percepção, que elas têm, naturalmente, dentro de si.


Resumindo: a vida só vale a pena se você se aprimorar espiritualmente, pois essa é a única finalidade da vida.
(Autor desconhecido).


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Fim do Mundo – 2056


Em 1999 e 2000 vários segmentos propagaram o fim do mundo na virada do milênio. Era dado quase como certo.


Muitos se preparam para aquele momento. Teve gente que procurou lugares mais altos para se instalarem. Uma reportagem jornalística mostrou uma cidade próxima a Brasília que poderia estar isenta de um possível dilúvio por sua altitude em relação ao nível do mar.


O mundo não acabou!


Diante da diversidade religiosa se propaga constantemente que o fim dos tempos está próximo e que Jesus está chegando ou voltando.


O que é mais provável a volta de Cristo ou o fim do mundo?


Não desacreditando sob hipótese alguma na existência de Cristo, mas o fim do mundo é muito mais provável sem a necessidade de Jesus voltar, aparecendo em grande estilo, quem sabe nas nuvens e de lá ditando as normas de mudança do mundo atual ou separando o joio do trigo para arrebatar as almas merecedoras de subir aos reinos do céu.


Enquanto Jesus não vem o importante aos homens de bem é de se juntarem nesta terra e mudar a ordem atual.


Jesus quando veio e fez história, muitos disseram à época que teria destruído a Lei de Moisés, mas na verdade Ele não veio destruí-la e sim cumpri-la, como descrito em Mateus, capítulo 5, versículos 17 e 18:


“Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: - porquanto, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único jota e um único ponto.”


Por estas palavras: "O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último jota", quis dizer Jesus ser necessário que a lei de Deus tivesse cumprimento integral.


Jesus teve uma missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz.


Ele não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos. Para ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas ideias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, ideias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais ideias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.


Aqui entra uma instigante questão que é a relação Ciência e Religião.


As duas nunca se entenderam, apesar de muitos cientistas já se pronunciaram taxativamente que nada teria sentido sem a existência de Deus e muitos religiosos acharem que somente com uma justificativa ou prova cientifica poderiam comprovar o que se propaga.


Então não estaria na hora de religião e ciência se unirem diante de tudo o que vem acontecendo com o mundo, uma vez que tudo tem explicação cientifica e ao mesmo tempo religiosa.


Em 2002 assistindo a uma palestra na Comunhão Espírita de Brasília escutei o palestrante dizer que o Mundo acabaria em 2056. Não sei e nem lembro em que contexto ele falou aquilo. Era como se Deus tivesse formulado um Termo Aditivo ao Mundo, prorrogando sua existência por mais 56 anos.


O certo é que nunca mais me esqueci dessa afirmativa.


Três meses depois fui inscrito para participar do Curso de Manejo de Solo do Cerrado promovido pela Embrapa Cerrados.


Já numa seara de conhecimento científico, no quarto dia de aula veio um professor mais experiente, provavelmente preste a se aposentar informando sobre as reservas mundiais de nutrientes dos fertilizantes.


No Brasil ele afirmara que em 50 anos as reservas de rochas fosfáticas se exauriam, portanto um elemento fundamental para produção de alimentos.


Naquele momento lembrei imediatamente da informação da casa religiosa que o mundo acabaria em 2056. Como o curso foi realizado em 2002 somei aos 50 anos do fim das reservas de nutrientes vitais à produção de alimentos e isso aconteceria em 2052.


Como há uma faixa folgada na afirmação do professor para mais ou para menos, 2056 seria provavelmente uma data certeira em comum acordo de Religião e Ciência.


Em estudo realizado por Paul E. Fixen (Vice-Presidente Sênior, Coordenador do Grupo das Américas e Diretor de Pesquisa, Internacional Plant Nutrition Institute), sobre “As reservas mundiais de nutrientes para fertilizantes”, o Brasil aparece com a previsão de 43 a 62 anos para o esgotamento desses nutrientes. A média em torno de 53 anos, aproxima-se mais ainda de 2056 (2002 + 53 = 2055).


Se fosse somente por esse motivo a afirmativa não poderia ser considerada como verdadeira, pois a África do Sul, Marrocos e China tem reservas previstas para mais de 300 anos.


Só que na frente deles as reservas da Tunísia, Rússia, Síria, Canadá, Austrália, Togo, Egito, EUA, Brasil, Israel e Jordânia já se esgotaram o que coloca todos e o resto do mundo dependentes dessas reservas que serão consumidas no mínimo 10 vezes mais rápidas do previsto.


O pesquisador em seu trabalho recomenda que o desenvolvimento e a implementação de boas práticas para o uso de fertilizantes, focadas na fonte correta, na dose correta, na época correta e na aplicação correta, são necessários não só por razões econômicas e ambientais a curto prazo, mas também para o manejo racional dos recursos dos nutrientes não renováveis, dos quais dependem a produção de alimentos, forrageiras, fibras e biocombustíveis.


O nosso professor da Embrapa citado acima teria iniciado sua fala que em 50 anos o mundo entraria em um colapso, pelo fim dessas fontes de nutrientes e pela quantidade de lixo que estamos produzindo.


Se você duvida disso faça as contas.


Segundo o IBGE, a população brasileira gera 230 mil toneladas de lixo diariamente. Quantidade suficiente para encher o estádio do Maracanã inteiro.


A produção per capita de lixo no Brasil varia de 0,5 a 1,1 quilos por dia. Quanto maior o poder aquisitivo da população, maior é a quantidade de lixo produzida.


No mundo.


A crise é tão grande na Grã-Bretanha que os peritos dizem que a capacidade dos aterros se esgotará em 2016 e será preciso avançar com medidas severas. A Irlanda enfrenta problemas sérios devido ao aumento de 65% na produção de lixo entre 1995 e 2005. Na França, 77% dos pneus usados acabam em aterros ou são incinerados. Na Espanha, apenas 20% do plástico é reciclado. Para não falar da famigerada herança de Chernobyl que fizeram a Ucrânia, a Moldávia e a Bielo-Rússia mergulhar em grave crise ambiental.


Vocês lembram do lixo importado que chegou ao Brasil vindo da Inglaterra?


Foi devolvido no navio MSC Oriane que saiu do Porto de Santos, transportando mais de 1.600 toneladas de lixo. O lixo foi exportado de forma ilegal e falsamente declarado como plástico para reciclagem. A lei brasileira proíbe a importação de lixo doméstico para qualquer propósito, incluindo reciclagem.


Os 81 contêineres de lixo, incluindo fraldas descartáveis, seringas usadas, restos de alimentos e partes de computadores, foram içados ao navio. Ao todo, foram carregados 40 contêineres com lixo no Porto de Rio Grande (RS) e 41 no Porto de Santos (SP). Técnicos do IBAMA e da Receita Federal acompanharam o embarque do lixo.


A cidade de Nova York produz 11.000 toneladas de lixo diariamente.


O problema do lixo de Nova York tem três facetas. É um problema econômico, um desafio ambiental e um pesadelo potencial de relações públicas.


Desativaram o aterro sanitário de Fresh Kills, o local de destinação final do lixo de Nova York, em março de 2001, e passaram a transportar o lixo para aterros distantes em Nova Jersey, Pensilvânia e Virginia – alguns a quase 500 quilômetros de distância. Tomando por base uma carga de 20 toneladas para cada uma das caçambas-reboque utilizadas para transporte a longa distância, são necessários cerca de 550 reboques para transportar o lixo de Nova York, diariamente. Estes reboques formam um comboio de 14 quilômetros de extensão, congestionando o trânsito, poluindo o ar e elevando as emissões de carbono.


Temos ainda como estimativa que, no mundo, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano. Grande parte certamente ocorre nos países ricos. Só a Europa seria responsável por um quarto desse lixo.


Além desses temos os lixos comerciais, industriais, hospitalares e espaciais.


O colapso para 2056 não para por aí. No Brasil são vendidos 11.000 automóveis por dia.


Brasília que foi projetada para não ter sinal de trânsito, 41 anos depois o trânsito está se tornando insuportável.


Se Brasília está assim, São Paulo e Rio de Janeiro dispensam comentários.


Se há guerra pelo controle do petróleo produzido no mundo, as futuras guerras poderão gerar em torno do controle da água no mundo.


A ONU indica que, até 2050, mais de 45% da população mundial não vai ter acesso à água potável. Nesse cenário caótico, o Brasil se destaca, já que tem a maior reserva hídrica do mundo: 13,7% da água doce do planeta; enquanto 20% da população mais rica do mundo consomem 86% dos recursos naturais, 20% da população mais pobre consumem apenas 1,3% dos recursos.


Os fatos não nos deixa fora da realidade e a natureza reage e aponta para o fim do mundo mesmo.


O que está acontecendo com o Japão a exemplo de outros desastres anteriores está levando as pessoas no Mundo todo a refletir sobre o nosso futuro.


Uma colega de serviço está tão impressionada que cada vez lê Apocalipse acha que o momento chegou.


Então, se temos Ciência, Religião e os fatos acontecendo vamos cuidar de nos prepararmos para uma vida melhor, conforme Jesus anunciou e antes de 2056 cuidarmos de fazermos nossa parte aqui na terra.


Os homens de bem não precisam esperar pela volta de Jesus, já podemos começar agora mesmo tomando medidas corretivas para o mundo.


A primeira e mais importante é praticar o Amor e a caridade.


As outras podem ser a eliminação de todos os políticos corruptos do poder que no lugar de nos representar nos roubam.


Eliminar os Kadafi, Mubarak, Hugo Chaves dentre vários outros que nos roubam e nos tiram a liberdade.


Só com essas medidas teremos um novo Mundo e em vez de acabar em 2056, Deus pode transformá-lo em Mundo Superior depurando-o com a eliminação dos homens do mal deste planeta, mesmo que para isso precise dessas catástrofes todas que estão acontecendo.


Se a opção de Deus é acabar com o Mundo em 2056 eu pediria a Ele que isso ocorresse em 15 de maio, pois assim aproveitaria o dia 14 de maio para comemorar meu centenário em uma grande festa gastando toda minha fortuna (a qual eu amealharia até lá) sem precisar guardá-la para disputas desnecessárias.


O materialismo é uma das grandes chagas que precisam ser eliminadas dos seres humanos para um mundo melhor, mais justo, mais fraterno.


Enquanto isso não ocorre vamos trabalhando na seara do bem.


Jorge Furtado
www.focabrasil.com.br
@focabrasil


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Religião e ensino da ciência


Doutora Mayana, sobre sua exposição em Veja.com desta semana, quero manifestar minha opinião sobre religião e ciência. Acredito que muita discussão tem levado ao atraso as pesquisas científicas no nosso país, entretanto, tal fato ocorre em decorrência da falta de informação pelos cientistas, pois acredito que quando tudo se tornar transparente os religiosos, com certeza, se aliarão aos cientistas no sentido de salvar vidas. Esta, afinal, é a missão dos religiosos. Tenho acompanhado as discussões sobre o assunto, principalmente o desenvolvimento do seu trabalho. Como leigo vejo com bons olhos e gostaria muito que tais avanços científicos pudessem trazer a solução para meu neto e para todos que necessitam. Oro todos os dias a Deus para que lhe dê sabedoria. Por favor, não nos culpe por sermos religiosos, mas tenha tolerância com a nossa pouca cultura científica o que nos torna ignorantes no assunto. Felizmente Deus levantou pessoas como você para esta área que cuida dos doentes e a mim para cuidar dos doentes do espírito.


(Angelo Medrado, teólogo)


Ser cientista no Brasil


Muito obrigada por seu e-mail, querido reverendo. Chegou quando o ano de 2008 começa para nós brasileiros, como de praxe, logo após o Carnaval. Será que todas aquelas intenções da virada do ano vão se concretizar? Vou fazer regime, vou fazer ginástica, vou dar mais atenção aos meus filhos, vou trabalhar mais. Ou, vou trabalhar menos e me divertir mais... Acabo de voltar da Inglaterra onde passei uma semana visitando laboratórios, conversando com cientistas, planejando pesquisas colaborativas, vibrando com os novos avanços científicos. O que faz a ciência andar tão rápido naquele país? Nós brasileiros temos de ser ao mesmo tempo cientistas, professores, administradores (muitas vezes tentando fazer milagres com poucos recursos) e até despachantes (para agilizar a liberação de material importado, indispensável para as pesquisas). Enquanto o cientista inglês pode dedicar-se integralmente ao seu projeto.


Na área de saúde, por exemplo, os pesquisadores que trabalham com ciência básica ficam só no laboratório, em dedicação exclusiva, sem precisar se preocupar com os pacientes. Têm um tempo enorme para pensar, avaliar os resultados, discutir com seus pares, planejar novas experiências. No avião de volta ao Brasil, eu não parava de pensar: será que vou conseguir me envolver de novo em todas essas atividades além dos muros da Universidade? A tentação de esquecer o mundo lá fora e voltar a ser só cientista, enfurnada no laboratório com meus alunos é enorme... E de repente, esse seu e-mail, caro reverendo, além de me emocionar muito, me traz de volta a nossa realidade. Já incorporei mais um desafio. Como contribuir para melhorar o conhecimento científico dos religiosos?


A cultura científica e a clonagem


A sua constatação me fez lembrar um episódio que vivi recentemente com uma jornalista que trabalhava para um jornal ligado à área econômica. Ela me ligou dizendo que estava escrevendo um artigo sobre clonagem e queria falar com um (ou uma) especialista para entender mais do assunto. Exatamente o que você quer saber, perguntei? Tudo. Todos os detalhes de como se faz a clonagem, respondeu de pronto. Bom, vou ter que voltar à ovelha Dolly e começar daí, pensei. Mas antes de iniciar minha explicação científica perguntei: você tem certeza que seus leitores querem saber todos esses detalhes técnicos? Claro, retrucou imediatamente. Todo mundo quer saber como se faz clonagem de telefone celular. Caí na gargalhada. Acho que você está falando com a pessoa errada. Sou uma geneticista, não entendo nada de telefonia. Aliás, também gostaria de saber como é possível "clonar" um telefone celular. Aí, foi ela que começou a rir. Mas isso me mostrou que tínhamos que ensinar mais ciência aos jornalistas. E foi o que fizemos. Logo em seguida, organizamos um curso para jornalistas e interpretes. Espero que tenha sido útil.


Religião para os cientistas e ciência para os religiosos


Não há dúvida que os cientistas têm muito a aprender com os ensinamentos das religiões. Sem essa exposição, que a maioria de nós teve pelo menos em algum período da vida, não temos como decidir se queremos ou não abraçar alguma religião, com maior ou menor fervor. Ou simplesmente ater-nos aos seus ensinamentos básicos, já que elas têm muito em comum. Do mesmo modo, reverendo Ângelo, estou convencida que o ensino de ciências aos religiosos seria uma iniciativa excelente, pois concordo que muitos não tiveram a oportunidade de ter um aprendizado científico atualizado e de qualidade.


Um leitor da VEJA acaba de me escrever dizendo que não tenho o direito de interromper uma vida, no caso, a dos embriões congelados. Será que ele entendeu que essa vida não começou e nunca existirá porque esse embrião nunca foi e nunca será inserido em um útero? Lembro-me que antes da votação da lei de biossegurança em 2005, que permitiu as pesquisas com células-tronco embrionárias, conversei muito com um importante líder da Igreja católica, um homem de grande cultura e sabedoria. E ele me disse: "a história tem mostrado que a Igreja muda de posição. Não desista dessa luta!"


Mayana Zatz
veja.abril.com.br/blog/genetica/arquivo/religiao-e-ensino-da-ciencia
Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2008


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Dom Helder Câmara em Psicografia Recente


Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Câmara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999 em Recife, Pernambuco.


O livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos.


O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões.


Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados.


Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do Espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas ideias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimatur do Vaticano.


É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem nenhum constrangimento.


No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados a Igreja Católica.


Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados"; estes ensinamentos pertencem à natureza e, consequentemente, a todos os filhos de Deus.


A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.


Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:


Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre? Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre.


Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.


Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?
Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em determinados pontos que não levam a nada.


Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.


Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?
Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.


Como é sua rotina de trabalho?
A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.


Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?
Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir.
Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.


O senhor, depois de desencarnado, tem estado com frequência nos Centros Espíritas?
Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais frequente não é na casa espírita.


O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?
Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.


Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?
Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.


Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?
Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande problema de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram. Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.


Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?
Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.


Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual. Por que Dom Helder é quem está escrevendo?
Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem "acabou-se". Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.


Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso País?
Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades.


Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?
Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando acertamos a forma de atuar, foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.


O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?
Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.


É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?
Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma consequência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.


Igreja - Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?
Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.


Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?
Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração. Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida.
Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.


O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?
Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas. Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática.


Espíritas no futuro?
Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.


Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?
Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.


Amor - Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora, depois da morte?
Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranquilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.


Que mensagem o senhor deixaria para nós espíritas?
Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós, não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.


Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?
Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor. Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar".


Livro: Novas Utopias
Autor: Dom Helder Câmara (espírito)
Médium: Carlos Pereira
Editora: Dufaux
Site: http://www.editoradufaux.com.br/


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Oração Árabe


Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes.


Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.


Meu Deus! Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade.


Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo.


Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido e nem desesperado quando sentir insucesso.


Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior.


Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão é maior índice da força, e que a vingança é prova de fraqueza.


Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé.


E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.


E finalmente Senhor, se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim, nunca Te esqueças de mim!


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De Deus não se zomba...


Na Bíblia está escrito (Gálatas 6:7): "Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois tudo o que o homem semear, isto também ceifará".


Eis aqui alguns homens:


JOHN LENNON:
Alguns anos depois de dar uma entrevista a uma revista americana, disse: "O cristianismo vai se acabar, vai se encolher, desaparecer. Eu não preciso discutir sobre isso, eu estou certo. Jesus era legal, mas suas disciplinas são muito simples. Hoje, nós somos mais populares que Jesus Cristo. (1966)".
Lennon, depois de ter dito que os Beatles estavam mais famosos que Jesus Cristo, recebeu cinco tiros de seu próprio fã.


TANCREDO NEVES:
Na ocasião da campanha presidencial, disse que se tivesse 500 votos do seu partido (PDS), nem Deus o tiraria da presidência da República. Os votos ele conseguiu, mas o trono lhe foi tirado um dia antes de tomar posse.


BRIZOLA:
No ano de 1990, quando houve uma outra campanha presidencial, disse que aceitava até o apoio do demônio para se tornar presidente. A campanha quando acabou, apontou Collor como presidente e não mostrou Brizola nem em segundo lugar.


CAZUZA:
Em um show no Canecão (Rio de Janeiro), deu um trago em um cigarro de maconha, soltou a fumaça para cima e disse: Deus essa aí é para você! Nem precisa falar em qual situação morreu esse homem.


O CONSTRUTOR DO NAVIO TITANIC:
Na ocasião em que foi construído, apontaram-no como o maior navio de passageiros da época. No dia de entrar em alto-mar, uma repórter fez a seguinte pergunta para o construtor: "O que o senhor tem a dizer para a imprensa concernente a respeito da segurança do seu navio?". O homem, com um tom irônico, disse: "Minha filha, nem se Deus quiser ele tomba o meu navio". O resultado foi o maior naufrágio de um navio de passageiros no mundo.


MARILYN MONROE:
Foi visitada por Billy Graham durante a apresentação de um show. Ele, um pregador do Evangelho, na época havia sido mandado pelo Espírito Santo àquele lugar, para pregar a Marilyn. Porém ela, depois de ouvir a mensagem do Evangelho, disse: "Não preciso do seu Jesus". Uma semana depois foi encontrada morta em seu apartamento.


BON SCOTE:
Ex-vocalista do conjunto AC/DC. Cantava no ano de 1979 uma música com a seguinte frase: "Don't stop me, I'm going down all the way, wow the high way to hell" (Não me impeça... Vou seguir o caminho até o fim, na auto-estrada para o inferno). No dia 19 de fevereiro de 1980, Bon Scote foi encontrado morto, asfixiado pelo próprio vômito.


Aconteceu na cidade de Londrina - PR uma cidade de 500 mil habitantes um fato que chamou muito a atenção dos bombeiros no inicio do mês de setembro de 2.004. Uma jovem de 19 anos que começou a beber e usar drogas saiu para mais uma de suas "noitadas" com mais quatro jovens entre eles um menor de idade de apenas 13 anos de idade.


Os rapazes passaram em sua casa chamaram a moça e pelo que tudo indica já estavam embriagados com o som do carro em alto volume e bebendo.


A mãe da moça desesperada acompanhou-a até o carro e disse a seguinte frase para eles:
- Deus acompanhe vocês...


Ouviu-se uma gargalhada dentro do carro e a moça tirou a cabeça para fora e disse para sua mãe:
- Só se ele for ao porta-malas, porque aqui está lotado...


Não demorou muito o motorista em alta velocidade perdeu o controle do carro em uma avenida e bateu de frente em um poste, os cincos ocupantes do carro vieram a falecer.


Havia drogas e bebidas dentro do carro.


Quando a perícia técnica e os bombeiros chegaram ao local ficaram surpresos, pois o carro estava totalmente destruído, mas o porta-malas estava intacto.


Quando os bombeiros abriram o porta-malas ficaram assustados com o que viram:
Havia dentro do porta-malas uma bandeja com 34 ovos e nenhum deles se quebrou.


Muitos outros homens importantes também se esqueceram que a nenhum outro nome foi dada tanta autoridade como a que há no nome de J E S U S.


Não esqueça disso : Muitos morreram, mas somente um ressuscitou: JESUS!


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