FOCA BRASIL - Fundação Organizacional de Comunidades Autônomas

divisor

Religiosidade


Diante do sincretismo religioso no Brasil é temerário falar de religiosidade como tema de conscientização.


Para cinco pessoas que antecipei nosso projeto, todas, após tecerem os maiores elogios da iniciativa e ideia não deixaram de mostrar a preocupação com o tema.


Alguns disseram taxativamente: você não deve mexer com isso, independente do conhecimento da proposta para tema tão discutido, afinal de contas você vai trabalhar com católicos, evangélicos, mórmons, testemunhas de Jeová, cristãos ortodoxos, espíritas, ateus, adeptos à religiões afro-brasileiras, pagãs, islãs, judeus, budistas e demais religiões existentes.


Diante da diversidade religiosa era de se esperar a reação de 100% contrários a mexer com isso. É natural, afinal de contas cada pessoa ao escolher sua religião entende estar correto, estar no caminho certo e às vezes salvo de seus pecados.


Então, diante do quadro que se apresenta de preocupação com o tema, eu, em particular, jamais exitaria em colocá-lo, pois eu só cheguei aqui em função daquilo que eu acredito.


Ora, então se Deus é minha inspiração maior, como deixá-lo de fora das discussões de um projeto que se propõe a trabalhar na seara do bem.


Seja qual for a religião professada, o importante é a busca de Deus em primeiro lugar.


Se acreditarmos que nossa natureza é tridimensional: corpo (matéria), alma e espírito, Deus é o único que pode preencher nosso vazio interior. Certa vez ouvi um pregador dizer que “o homem possui um vazio imenso dentro de si, um vazio do tamanho do universo, que só pode ser preenchido por alguém também do tamanho do universo e esse alguém é Deus.”


Ao definirmos a visão de futuro do nosso projeto como algo que pretende ser referência internacional na construção de homens de bem, apenas Deus poderia ser minha referência maior.


Quando tratamos de valores morais e éticos temos a certeza de que todo homem de bem, quando demonstra comportar-se com ética, certamente tem em Deus o referencial necessário para trilhar esse caminho.


Se minha inspiração foi Deus para chegar até aqui a minha base lógica não teria sido outra senão as leis que Ele colocou no mundo e que até hoje permanecem inalteradas e inatacáveis.


Primeiramente com Moisés os dez mandamentos e, depois com Jesus que, como bem disse, não veio destruí-la e sim cumpri-la, como descrito em Mateus, capítulo 5, versículos 17 e 18:


“Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: - porquanto, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único jota e um único ponto.”


Sendo assim, eu traduzo essa máxima da seguinte forma:


Quem AMA tem um único Deus.
Quem AMA não fala o nome de Deus em vão.
Quem AMA dedica pelo menos um dia da semana a Deus.
Quem AMA honra o seu pai e a sua mãe.
Quem AMA não mata.
Quem AMA não comete adultério.
Quem AMA não rouba.
Quem AMA não presta testemunho falso contra seu semelhante.
Quem AMA não deseja a mulher do seu próximo.
Quem AMA não cobiça a casa alheia, nem quaisquer bens que lhe pertençam.


Na lei moisaica há duas partes distintas: a lei de Deus, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Uma é invariável, a outra apropriada aos costumes e ao caráter do povo, modifica-se com o tempo.


Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por estas palavras: "O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último jota", quis dizer Jesus ser necessário que a lei de Deus tivesse cumprimento integral, isto é, fosse praticada na Terra inteira, em toda a sua pureza, com todas as suas ampliações e consequências. Efetivamente, de que serviria haver sido promulgada aquela lei, se ela devesse constituir privilégio de alguns homens, ou, sequer, de um único povo? Sendo filhos de Deus todos os homens, todos, sem distinção nenhuma, são objetos da mesma solicitude.


Jesus teve uma missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz.


Ele não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos. Para ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas ideias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, ideias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais ideias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir. Quantos cientistas já se pronunciaram taxativamente que nada teria sentido sem a existência de Deus.


Então não estaria na hora de religião e ciência se unirem diante de tudo o que vem acontecendo com o mundo, uma vez que tudo tem explicação cientifica e ao mesmo tempo religiosa.


Diante de tudo o que se viu até agora não seria o momento também das religiões se unirem em busca de um único Deus?


Eu não tenho dúvida que deveremos "Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo" e pregar a Lei do Amor ensinada por Jesus – governador do mundo.


© 2013 FOCABRASIL - Todos os direitos reservados | Política de Privacidade | Termos de uso