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Relacões Interpessoais


Cada uma das pessoas tem seu caráter especial ou particularidade que a distingue das demais, desejos, emoções, sentimentos, motivos, interesses que irão influenciar nas suas relações sociais. Além dessas qualidades pessoais, ela também está sob a influência dos laços familiares, das suas ideias políticas e ideológicas, das suas crenças religiosas, das tradições da comunidade, das pressões do mundo. Não existem dúvidas de que as pessoas são diferentes umas das outras. Mesmos gêmeos univitelinos, que tiveram a mesma criação, a mesma educação, desde pequenos demonstram características diferentes no comportamento, nas personalidades, no modo de agir em sociedade.


Sempre tivemos consciência de que somos diferentes, de que temos necessidades diferentes uns dos outros. Apesar de tudo isso, compartilhamos de algo que é comum a todos os seres humanos: a capacidade de nos relacionarmos de forma consciente e voluntariamente uns com os outros. Desta feita, não há processos unilaterais na interação humana. Para que haja interrelacionamento são necessários e imprescindíveis dois elementos: o EU e o OUTRO.


As relações humanas se estruturam através das interações entre as pessoas no seu dia a dia, por intermédio de uma rede de situações oriundas do próprio ser, em aquisições de experiências passadas e presentes e da interação do próprio indivíduo com o meio.


Desde a infância aprendemos a nos relacionarmos primeiro com nossos familiares. Este processo prolonga-se através do tempo, acompanhando o indivíduo em todos os estágios da sua vida – escola, grupo de amigos, trabalho. Este processo de relacionamento entre os indivíduos acaba sendo de extrema importância para a estruturação da personalidade do ser humano.


O modo do indivíduo estar e perceber o mundo dependerá da multiplicidade das redes de interações que ele for estabelecendo durante a sua vida. Serão estas relações que construirão todo o sistema que sustentará o desenvolvimento social dos seres humanos. Onde houver de mais de uma pessoa, envolvida num processo de troca de experiências, teremos um relacionamento humano.


A velocidade no desenvolvimento tecnológico vem provocando transformações tão instantâneas que o SER HUMANO está tendo dificuldades em acompanhar devido às pressões intelectuais e emocionais envolvidas nesses processos. Em função disto, ele se aliena cada vez mais de si mesmo e de seus semelhantes.


O estudo das relações humanas assumiu a importância que possui hoje, porque os estudiosos do comportamento humano perceberam que as relações humanas estavam sofrendo constante influência da mobilidade espacial dos indivíduos e dos grupos, do aumento sistemático do número de instituições e dos grupos sociais, dos quais todos nós pertencemos ou iremos pertencer, os contatos cada vez mais rápidos e superficiais que permeiam o cotidiano das pessoas. Assim, qualquer atividade que busque melhorar o modo como estas relações se estabelecem, e para isso precisa ter compreensão de todos os fatores envolvidos neste processo, assume um papel de extrema relevância no mundo atual. É preciso que se conheçam cada um dos fatores que promovem uma relação harmoniosa entre as pessoas, respeitando cada indivíduo com suas características físicas e psicológicas.


Se onde existem duas pessoas em interação há um relacionamento, e este pode tornar-se e manter-se harmonioso e prazeroso se houver conjugação das energias, conhecimentos e experiências, o que permitirá o trabalho cooperativo, com integração de esforços. Por outro lado, podemos acreditar também que, nem sempre, este processo será totalmente harmonioso. É previsível a ocorrência de conflitos de crenças, costumes, valores, etc., pois qualquer tipo de relacionamento certamente estará subordinado às características que distinguem um indivíduo do outro. Um relacionamento interpessoal conflituoso pode levar à desintegração de esforços e final dissolução do grupo.


Importância das relações humanas no âmbito profissional
Nós podemos nos relacionar com outras pessoas por vários motivos: profissionalmente, socialmente, por termos simpatia por ela, etc.


Entretanto, o que importa neste momento é sermos capazes de avaliar qual o propósito pelo qual estamos buscando estabelecer um contato com outra pessoa. Isto é necessário porque irá impedir que o relacionamento humano que se estabelece naquele momento não seja ambivalente na sua interpretação.


A tomada de consciência do propósito das relações humanas tem grande importância principalmente com relação aos relacionamentos profissionais. Se o profissional aprender a se relacionar profissionalmente de forma correta, muitos problemas futuros no local de trabalho ou com os clientes poderão ser evitados. Se souber identificar o real propósito do seu relacionamento com os colegas e principalmente com os clientes, ele estará dando um passo certo para o sucesso do seu trabalho. No ambiente de trabalho o que deve predominar são as condições para uma verdadeira harmonia entre o homem e o trabalho, e vice-versa. A base concreta para um bom relacionamento é ter percepção dos nossos deveres e obrigações, e dos limites e regras que fazem a relação social ser harmônica.


A comunicação
Comunicação é uma busca de entendimento, de compreensão. É uma ligação, transmissão de sentimentos e de ideias. Ao se comunicar o indivíduo coloca em ação todos os seus sentidos com o objetivo de transmitir ou receber de forma adequada a mensagem.


A comunicação não é feita apenas com palavras. Essas, na verdade, representam apenas uma pequena parte de nossa forma de expressão. Na literatura encontramos referências de estudos que demonstram que, numa apresentação diante de grupos, 55% do impacto é determinado por nossa linguagem corporal – postura, gestos e contato visual, 38% é determinado pelo tom de nossa voz, e apenas 7% desse impacto tem a ver com o conteúdo de nossa apresentação.


Toda a história do homem sobre a terra constitui permanente esforço de comunicação. Não se sabe exatamente quando a habilidade de comunicação humana começou: uns datam de cinco mil anos, outros acreditam que esta habilidade ocorreu mais recentemente. Mas, a maioria dos estudiosos concorda que o desenvolvimento da comunicação deu-se em função da necessidade das sociedades primitivas trocarem informações e relacionarem-se entre si.


Desde o momento em que os homens passaram a viver em sociedade, o nível de progresso pode ser atribuído, com boa margem de segurança, à maior ou menor capacidade dos componentes desses grupos sociais de se comunicarem. A comunicação é a utilização de qualquer meio pelo qual um agrupamento de códigos – a mensagem - é transmitido. No caso dos seres humanos podemos dizer que a comunicação é a transmissão de um modo de pensar, de ser e de sentir. Seu objetivo é influenciar com o objetivo de se obter uma reação específica do outro interlocutor. É através da comunicação que as pessoas conseguem expressar suas emoções, motivar outras pessoas, transmitir fatos, opiniões e experiências. É preciso que a comunicação, como ferramenta, seja usada em benefício do indivíduo e da empresa. O uso adequado desta ferramenta coloca o profissional à frente da sua concorrência. Quem quiser comunicar-se bem deverá buscar subsídios nos treinamentos, dedicar esforços pessoais com o objetivo de aprimorar esta habilidade.


“Conhece-te a ti mesmo.”
A nova ótica é a de perceber e enxergar o grupo ou o indivíduo de forma diferente da usual, ou seja, é mudar nossa forma de enxergar. É perceber antes de tudo o quanto nossa percepção pode ser profundamente condicionada. Se poucos minutos ou horas podem ter tal impacto em nossa maneira de ver as coisas, o que dizer dos condicionamentos que duram a vida inteira, sendo a nossa fonte de atitudes e comportamentos.


Assim como escreveu um poeta anônimo:


“Vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras; vigie suas palavras, porque elas se tornarão atos; vigie seus atos, porque eles se tornarão seus hábitos; vigie seus hábitos, porque eles se tornarão seu caráter; vigie seu caráter, porque ele se tornará seu destino. Por isso, tudo começa em você ou por você, está em seu pensamento”.


Portanto, avaliar a nossa conduta, nossos comportamentos e percepções frente aos outros é o primeiro passo para que haja coesão nas relações grupais, bem como, se crie sinergia e condições reais de se ganhar mais competitividade através das pessoas.

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