FOCA BRASIL - Fundação Organizacional de Comunidades Autônomas

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Conscientização sobre o Trabalho Voluntário


Fazer o bem faz bem


Psicólogos, neurologistas e epidemiologistas estão afirmando que agora está cientificamente provado: ajudar o próximo traz benefícios para a saúde de quem ajuda.


Fazer o bem é bom para o coração, o sistema nervoso, o sistema imunológico, aumenta a expectativa de vida e a vitalidade de um modo geral.


Hoje, uma nova moral voltada para o coletivo se manifesta de modo cada vez mais claro. Desde os movimentos ecológicos até as iniciativas menos conhecidas, como o do pediatra Edson Mantovani, que atende gratuitamente nas favelas de São Paulo, ou da esteticista Janine Goossens, que uma vez por semana leva sua equipe para cuidar dos pacientes do Hospital do Câncer, cada vez mais pessoas estão abrindo mão de seu tempo em benefício da comunidade.


Os benefícios psicológicos derivados da ajuda aos outros foram bem documentados. Em um projeto realizado nos Estados Unidos ao longo de dez anos, 2700 pessoas foram estudadas, a fim de verificar como o relacionamento social afetava sua saúde.


Os pesquisadores descobriram que o fato de realizar regularmente trabalho voluntário, aumentava muito a expectativa de vida, principalmente dos homens, que tinham taxas de falecimento duas vezes e meia mais baixas, do que os que não o faziam.


Surpreendentemente, a taxa de mortalidade entre as mulheres reduzia pouco, talvez porque a maioria das mulheres já gasta muito tempo cuidando dos outros, mesmo sem ser em trabalho voluntário.


Outros dados dessa pesquisa mostram que as pessoas que têm muitos contatos sociais tendem a viver mais do que aquelas que preferem o isolamento. Tudo indica que mesmo ocupações inócuas como ler ou relaxar podem tornar-se prejudiciais se usadas para aumentar o isolamento.


O dar e receber dos programas de ajuda afetam também, diretamente, o nosso sistema imunológico.


Segundo os teóricos, ao fazer o bem, despertamos gratidão e afeto, sentimentos que nos provocam uma sensação de bem-estar. Essa sensação poderia ser causada pelas endorfinas produzidas naturalmente pelo cérebro.


Seguindo essa linha de pensamento, podemos concluir que uma importante função do cérebro é proteger o corpo de doenças. É possível que o cérebro tenha evoluído dessa maneira para garantir a sobrevivência da espécie.


Os seres humanos dependem uns dos outros. Os indivíduos precisam estar solidamente ligados a um grupo maior para se sentirem protegidos.


Somos feitos para depender do grupo, e quanto mais contribuímos para a sobrevivência do grupo, tanto mais somos sadios e mais valiosos para o grupo.


A consciência de que o altruísmo é bom para a saúde pode ter um profundo efeito social. Quase todos nós precisamos sentir que somos importantes para alguém. De acordo com as pesquisas, o ideal é termos alguma atividade realmente voluntária.


Para que o altruísmo faça bem à saúde, é preciso estar no controle da situação e ter outras escolhas possíveis.


Este aspecto bastante egoísta do altruísmo parece barateá-lo. Mas não podemos esquecer que conseguimos sobreviver e evoluir graças a um complexo jogo de fatores, e se é verdade que ajudar os outros faz bem para nós, é verdade ainda mais evidente, que faz mais bem, quando ajudamos com amor.


O que é voluntariado?


Segundo definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social, ou outros campos..."


Em recente estudo realizado na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu-se o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional.


Quando nos referimos ao voluntário contemporâneo, engajado, participante e consciente, diferenciamos também o seu grau de comprometimento: ações mais permanentes, que implicam em maiores compromissos, requerem um determinado tipo de voluntário, e podem levá-lo inclusive a uma "profissionalização voluntária"; existem também ações pontuais, esporádicas, que mobilizam outro perfil de indivíduos.


Ao analisar os motivos que mobilizam em direção ao trabalho voluntário, descobrem-se, entre outros, dois componentes fundamentais: o de cunho pessoal, a doação de tempo e esforço como resposta a uma inquietação interior que é levada à prática, e o social, a tomada de consciência dos problemas ao se enfrentar com a realidade, o que leva à luta por um ideal ou ao comprometimento com uma causa.


Altruísmo e solidariedade são valores morais socialmente constituídos vistos como virtude do indivíduo. Do ponto de vista religioso acredita-se que a prática do bem salva a alma; numa perspectiva social e política, pressupõe-se que a prática de tais valores zelará pela manutenção da ordem social e pelo progresso do homem. A caridade (forte herança cultural e religiosa), reforçada pelo ideal, as crenças, os sistemas de valores, e o compromisso com determinadas causas são componentes vitais do engajamento.


Não se deve esquecer, contudo, o potencial transformador que essas atitudes representam para o crescimento interior do próprio indivíduo.


Como ser um bom voluntário


A maioria das entidades beneficentes no Brasil ainda são muito pequenas, e não têm programas de voluntariado.


A FOCABRASIL nasceu com a missão de formar uma rede de voluntários, de pessoas de bem construindo homens de bem. Conheça e participe desse projeto, faça o bem, você só tem a ganhar e crescer!


Qualquer pessoa pode ser voluntária, independente do grau de escolaridade ou idade, o importante é ter boa vontade e responsabilidade.


Existem milhares de entidades que prestam esse atendimento, pesquise uma perto da sua casa ou trabalho, veja se a área de atuação da entidade está de acordo com a sua intenção de trabalho, e depois da escolha marque um dia para conhecê-la pessoalmente.


Se não der certo com a primeira entidade, não desista, tem muita gente precisando da sua ajuda. Tente outra vez. E se tudo der certo, ótimo! Sinta como a entidade funciona, e do que ela necessita talvez você tenha que pesquisar um pouquinho e sugerir uma tarefa.


Por exemplo, pintar a entidade por fora ou por dentro, cadastrar doadores no computador, ajudar a organizar um evento ou fazer uma festa. A iniciativa é sua. Seja humilde. O fato de você estar ajudando os outros não significa que você será paparicado e que seu trabalho não possa ser criticado.


O trabalho voluntário exige o mesmo grau de profissionalismo que em uma empresa, se não maior. Existem regras a seguir, por mais meritória a causa, e não desanime se nem todos vibrarem e baterem palmas pelo seu trabalho.


Por que ser um voluntário?


A grande maioria dos voluntários no Brasil quer:


1. Ajudar a resolver parte dos problemas sociais do País.

2. Sentir-se útil e valorizado.

3. Fazer algo diferente no dia a dia.

4. 54% dos jovens no Brasil querem ser voluntários, mas não sabem como começar.
Agora não tem desculpa. Pesquise as entidades perto de você e seja um voluntário.

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